TODO MUNDO TEM PROBLEMAS SEXUAIS

2 mai

Domingos de Oliveira é um dos mais conceituados e queridos diretores cariocas. Sua lista de amigos tem os mais variados artistas, que já trabalharam com ele em diversas produções, sejam cinematográficas ou teatrais. Todo Mundo tem Problemas Sexuais é sua enésima peça a ganhar uma versão cinematográfica. Estrelada por Pedro Cardoso e pela esposa do diretor Priscila Rozembaum.

O filme se apodera da linguagem teatral para narrar histórias de diversos casais, envolvendo todos os tipos de casos (impotência, traição, swing, homossexualidade, etc). Inicia com a narrativa do próprio Domingos, explicando que aquilo nada mais é do que teatro. E seguida, pelos créditos com imagens do casting e equipe técnica se encontrando em pontos importantes da Cinelândia – local que foi o point dos artistas e um dia abrigou os principais cinemas da cidade, daí seu nome-. Passando por locais de extrema importância como a Biblioteca Nacional, Theatro Municipal, Amarelinho (ponto de encontro dos artistas do teatro carioca das décadas passadas) e finalizando no Teatro Dulcina (fechado há anos e com promessas de reabertura).

Narrado em 5 episódios de 5 cartas diversas, misturando cenas teatrais de apresentações do espetáculo (no antigo ATL Hall e no próprio Dulcina – o segundo especificamente para o filme) com as sequências rodadas para o cinema. A linguagem teatral não se excluiu, ficando perceptível com a edição que mescla as várias apresentações.

Com a desculpa de prestar uma referência ao teatro, Domingos editou de acordo com o timming do roteiro; nos momentos em que haviam piadas, ele insere cenas das apresentações, daí tem-se as risadas dos espectadores que influencia o público do filme a rirem também. Boa sacada! Nesses momentos, o longa assume uma posição de sitcom americano, forçando seus espectadores a rirem. Mas as piadas não são de todo mal, salvas pelo texto e pelo timming de Pedro Cardoso, que mesmo amparado por um elenco teatral muito consistente, brilha e assume o protagonismo do filme.

A qualidade da imagem do longa compromete sua exibição, ficando visível a pouca resolução na qual foi finalizada a produção; em especial a gravação da apresentação do ATL Hall, que tem um péssimo áudio e um vídeo muito escuro, comprometendo o entendimento das piadas e tornando a produção amadora. Todo mundo tem problemas sexuais mesmo com problemas técnicos, têm seus méritos, principalmente pela atuação de Pedro Cardoso – que salva o filme-.

 

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THOR

28 abr

A Marvel transpôs para seus quadrinhos a lenda nórdica de Thor – o deus do Trovão – e agora lança a adaptação dos quadrinhos para o cinema. O longa conta a história da Comic Con narrando a trajetória do SuperHero dos Vingadores. Esta produção faz parte do futuro Os Vingadores (na qual já têm filmes Hulk, Homem Aranha, Wolverine, Homem de Ferro e o ainda não lançado Capitão América).

As duas horas de duração do filme contam o surgimento de Thor, assim como sua chegada e saga no planeta Terra, que ocasiona o amadurecimento do grandalhão. O arrogante e mimado Thor ( Chris Hemsworth) conhece a jovem Jane Foster (Natalie Portman) que lhe mostra que as coisas não funcionam na base de bordoadas.

O australiano e pouco conhecido Chris Hemsworth (Star Trek), não se perde na beleza e na forma máscula do herói, ficando longe de uma interpretação insossa; Natalie Portman (Cisne Negro) como a obstinada e briguenta Jane Foster, imprime suavidade na personagem; e os veteranos Anthony Hopkins (O Ritual) e Stellan Skarsgar (Mamma Mia!) adicionam seus talentos ao longa. Além deles, Thor ainda conta com efeitos 3D que imprimem a magia do mito e contrastam com o núcleo terrestre.

Para leigos, simpatizantes ou apenas fãs de filmes épicos e de ação; Thor cabe no pacote, uma vez que ele é totalmente livre de excessos narrativos e não se esquece de que há “não fãs de Comic Cons”. E ainda anuncia a união de vários super heróis na aguardada produção Os Vingadores, onde todos os personagens da Marvel se encontrarão sob a supervisão de Samuel L Jackson. E não saiam da sala de cinema antes de terminar os créditos: há uma cena no final dos créditos.

Estreia 29 de abril

por Thais Nepomuceno

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Pânico 4

15 abr

Drew Barrymore (Amor à Distância) foi cotada para o papel de Sidney Prescott – personagem central da franquia Pânico -, inicialmente aceitou; mas, problemas de cronogramas a fizeram desistir da produção. Drew queria muito participar, o diretor então sugeriu que ela abrisse a trama, morrendo. Usando o argumento de que “podemos esperar qualquer coisa de um filme que mate Drew Barrymore nos minutos iniciais.”, Wes Craven (A Sétima Alma) repaginou o gênero suspense; com um longa onde tudo pode acontecer. Até Drew Barrymore pode morrer. E, isto foi um artifício utilizado nas sequências, tendo ainda Omar Epps (Alfie – O Sedutor), Jada Pinkett Smith (Madagascar) e Sarah Michelle Gellar (O Grito) na lista dos mortos prematuros.

Pânico foi o responsável por resgatar a cultura terror adolescente, com uma linguagem jovem e cinéfila; Wes Craven e Kevin Williamson criaram um novo universo cinematográfico explorando a metalinguagem até a última bitola. Suas tramas e diálogos, têm personagens antenados nos longas de terror de sucesso. Mais ou menos dez anos depois do último; eles retornam, muito mais metalingüísticos e sarcásticos.

Pânico 4 é – definitivamente – o mais fresco da franquia. Craven e Williamson adaptaram para a geração 2000. Sim, de 96 pra cá muita coisa mudou. A fórmula é a mesma; mas os diálogos… Se nos anos 90 eles conseguiam conversar com os jovens , em 2011 eles estão twitando com eles. Esta nova produção explora todos os avanços tecnológicos e da cultura pop dos últimos anos, podendo conquistar novos fãs pra franquia (se você foi fã de Pânico, deve ter seus vinte e tantos anos – beirando os 30). Explorando o facebook, webcams, a franquia Premonição, Bruce Willis e muitos outros. Além disto, o fascínio pelo terror continua, onde prevêem os próximos acontecimentos; como eles já passaram por estes 3x, fazem piadas com as circunstâncias.

Como nos anteriores, STAB (filme dentro do filme, sobre os acontecimentos) se faz presente, mas agora está em sua sétima franquia; é quando é comparado a uma outra franquia interminável: Jogos Mortais. As brincadeiras acontecem em todo momento, trazendo mais frescor e tirando o peso por conta da violência. A relação entre remake e original também é alvo de discussão, sendo pontuado os acontecimentos pertinentes e a trajetória de um serial killer em filmes de terror (seria um alter ego do roteirista, ensinando os jovens cineastas a fazerem filmes?).


Pânico 4 não envelheceu com seus fãs, ele rejuvenesceu ; podendo conquistar muitos outros. A interminável metalinguagem, referências à cultura pop, surpresas no enredo e discussão do comportamento dos jovens e seus modismos deram à franquia mais jovialidade e humor. No final de tudo, Pânico 4 é uma grande brincadeira e homenagem aos filmes do gênero; tendo se adaptado a uma nova era, ele reflete o quanto a atitude dos jovens mudaram nas últimas décadas.

Estreia 15 de abril

por Thais Nepomuceno

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RIO

24 mar

Carlos Saldanha é um dos mestres da animação, o responsável pela trilogia de sucesso A Era do Gelo. Quando anunciado seu novo lançamento, o filme Rio, foi criada grande expectativa quanto à produção. Finalmente, o público terá oportunidade de conferir o novo trabalho do diretor. RIO narra a história de Blu (Jesse Eisenberg), a arara azul – que tem sua espécie em risco de extinção-, nasceu no Rio de Janeiro, em meio ao samba e às belas paisagens.

Em seu início de vida é vítima do tal tráfico de animas que ainda assola a nossa realidade. Sendo levado da cidade tropical à fria Minnesotta, onde é encontrado por uma jovem, Linda (Leslie Mann). E é domesticado. Blu se torna um pássaro extremamente nerd , com tendências neuróticas e não sabe voar. É quando Túlio (Rodrigo Santoro) o encontra e propõe uma viagem ao Rio, para que ele possa procriar com Jade (Anne Hathaway), para que sua espécie seja salva – já que ambos são os últimos -.

Chegando aqui ele descobre as maravilhas da cidade e ainda é alvo – novamente – de contrabandistas de animais. Ele e sua dona Linda, vindos do interior frio dos EUA, se deparam com a magia do carnaval e a receptividade carioca. Uma das estratégias recorridas pelo diretor , para fazer o filme falado em inglês com os personagens brasileiros; foi de torná-los bilíngües. Muito conveniente tendo em vista esta qualidade do povo brasileiro: o jogo de cintura, e o famoso “se vira nos 30”. Somos educados desde pequenos a uma segunda língua; e nesta animação nosso conhecimento e as camadas culturais são expostas. Blu só fala inglês, assim como sua dona e ficam à mercê da ajuda dos brasileiros.

Outra característica carioca enfatizada é a facilidade em fazer novas amizades. Ao chegar, Blu já faz amizade com Pedro (will.i.am) e Nico (Jamie Foxx); duas avezinhas muito animadas. Mas é a geniosa Jade, que rouba o coração do azul. O 3D rouba a cena pelas paisagens, e as vozes com um grande time de estrelas, tendo entre eles o novato nas animações Jamie Foxx (que rouba cenas), o rapper wiil.i.am (com humor), a graciosa Anne Hathaway, o eterno nerd Jesse Eisenberg (mesmo sendo o novinho da turma, ele imprime no pássaro ironia e neurose), Tracy Morgan (impagável como o Bulldog Luiz) e Rodrigo Santoro (mesmo dublando em inglês, ele mais uma vez mostra seu talento). O recomendável é assistir legendado.

Saldanha intencionou a homenagear a sua cidade e mostrar sua paixão. Com colorido dos desenhos, que mostram em 3D belas paisagens, músicas produzidas por Sergio Mendes e ainda tendo o carnaval e suas festas como pano de fundo; ele conseguiu transpor uma imagem da alegria, vivacidade, ginga, musicalidade e beleza do Rio. Vendendo nosso peixe muito bem lá fora.

Estreia 8 de abril

FICHA TÉCNICA

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INVASÃO DO MUNDO: A BATALHA DE LOS ANGELES

17 mar

O tema “invasão de alienígenas no planeta Terra”, rendeu muitos milhões à Hollywood em inúmeras produções; este ano, estreia nos cinemas Invasão do Mundo: A Batalha de Los Angeles. Para começar, ele explora uma nova tecnologia chamada 4K (que permite uma melhor resolução da imagem) e muitos efeitos sonoros, especiais e pirotécnicos para compor a batalha Los Angeles x Alienígenas. E ainda é estrelado por Aaron Eckhart (Batman – O Cavaleiro das Trevas), o rapper Ne-Yo e a valentona- mulher -macho Michelle Rodriguez (Avatar) – ela está sempre presente em longas deste naipe-.

Como todo filme de guerras estelares, este também segue um roteiro básico de acontecimentos pertinentes; mas que se não fosse pela excessiva produção de longas similares, os artifícios para levar o público à empatia e depois comoção ,não funcionam. Tais truques já são velhos. Bebendo na fonte de Spielberg em Guerra dos Mundos, Invasão do Mundo inicia apresentando seus personagens, a fim de criar conexão com a plateia. Neste primeiro momento, os espectadores têm contato com personagens típicos: o marido novinho, com esposa esperando filho; o novato, solteiro e aprendendo sobre o ofício e a vida; o capitão, que é o pai para os soldados mais jovens… e por aí vai.

Sem contar um comandante sem experiência e com dúvidas sobre suas decisões. No circo, ainda tem alienígenas bem equipados e mandando bala nos americanos sem qualquer aviso prévio – a explicação é fornecida aos 45’ do segundo tempo pela internet (que é banda larga e funciona milagrosamente bem, no meio do tiroteio), por uma jornalista que anuncia que os alienígenas querem é a água do planeta Terra. Os terráqueos quase se matam por causa dela, e agora vem aliens pra querer entrar na briga também? Por favor!

E completando os clichês: o patriotismo exacerbado, soldados fazendo uma de kamikazes para salvar crianças, frases de efeito moral e sermões heróicos de motivação tirados de algum livro do Paulo Coelho. Isto tudo funcionaria se: a) Não for o centésimo longa a utilizar esta fórmula ou b) Ser bem realizado, com roteiro bem desenvolvido. A trilha sonora é bem animadora,  a responsável por levar o público à uma possível emoção. As cenas de ação não decolam pelo simples fato de se embasarem em trocas de tiros e explosões. Só há um contato com os alienígenas – uma veterinária oferece ajuda para examinar o ponto fraco de um deles e descobre cavoucando o peitoral do bicho-.

Nenhuma das sequências possuem situações críveis, muito menos diálogos que contribuam para a ação; com muitos erros de continuidade e sem cronologia dos fatos crível (uma cena inicia à noite, eles entram em um esgoto e ao saírem já é quase meio dia, ou quando Michelle Rodriguez acha um computador e em menos de 5 minutos ela : liga o PC, conecta à internet, encontra um vídeo mostrando a invasão em várias partes do mundo e ainda assiste.). Invasão do Mundo: A Batalha de Los Angeles é guerra perdida.

Estreia 18 de março

FICHA TÉCNICA

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DORIAN GRAY

15 mar

Uma nova versão do romance britânico de Oscar Wilde ganha adaptação no cinema, intitulado de Dorian Gray. No elenco: Colin Firth ( Ganhador do Oscar -O Discurso do Rei) e Ben Barnes (As Crônicas de Nárnia). Narra a história do jovem que – apaixonado por sua imagem – vende sua alma ao seu retrato, em troca de juventude e beleza eterna. Para os que não sabem da história: o jovem Dorian não envelhece, e, sim seu retrato que sofre as conseqüências de sua vida mundana.

Assim que chega a Londres, Dorian conhece Henry (Colin Firth) – homem que abusa dos prazeres da vida, mas por ser casado e com idade avançada, se limita e tem inveja da juventude e beleza de Gray-, e  inicia o jovem na vida de luxúria e vaidade. Este personagem possui a voz de Wilde – sarcástico e moderno para sua época -, frases machistas como “A mulher não é um gênio, é um elemento decorativo. Não tem nada para dizer, mas di-lo tão lindamente” , fazem parte do repertório do alter ego e voz do escritor vivido por Firth. E por sua vez, muito bem defendido, mais uma atuação primorosa do ator, que revela sua versatilidade em tempos de O Discurso do Rei.

O romance de Wilde se transforma em um suspense sobrenatural, tendo direito à briga entre Dorian e seu retrato. O tom dark se dá pela estética londrina aristocrática, pelo frio enaltecido pela fotografia e trilha sonora que abusa de músicas que criam um suspense em relação ao retrato. Gray esconde o retrato em um sótão medonho e o mantém lá. A cada passagem de sua vida ele consulta a tal pintura para ver seu estado e mantêm-se com medo dele.

A discussão da juventude que abusa de suas vicissitudes pelo prazer e como os jovens não sabem usar suas belezas em seus benefícios, não são levados a sério quando a montagem abusa de cenas de sexo para evidenciar que Gray é um cara movido pela luxúria e pelo poder da sedução. Além disto, o pacto feito com sua pintura que é realizada através de seu excessivo narcisismo é passada em branco. Sendo apenas evidenciada pelo seu culto ao corpo quando todos envelhecem e ele permanece jovem.

A adaptação conta ainda com uma fotografia diferenciada para mostrar a vida existente na pintura e seu ponto de vista. As respirações do retrato através dos sons em off, levam o romance para o suspense; assim como os pesadelos do jovem. Dorian Gray poderia ter rendido muita discussão se aproveitado o estilo irônico, crítico e vitoriano de Wilde, explorando os melhores quotes do escritor, mas preferiu passear pelo suspense.

ESTREIA 18 DE MARÇO

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RANGO

8 mar

O novo longa do diretor da franquia Piratas do Caribe, Gore Verbinski ( O Chamado), vai na contramão de de produções em 3D, sendo apenas uma animação em 2D. Rango narra a saga do camaleão doméstico, que por conta de um acidente é jogado no deserto tendo que sobreviver aos perigos da vida selvagem. Na abertura os espectadores são defrontados com a realidade do anti-herói: é um animal imaginativo, domesticado e com uma forte veia artística – em especial as artes dramáticas -.

Após sua inserção na vida real, chega numa cidade governada por uma tartaruga e sob ameaças constantes de animais de diversos ciclos de sobrevivência: Jake Cobra e sua predadora a Ave. Mas a questão não está na submissão através da força, e, sim pelo inconsciente. Neste local, há a escassez de água que compromete o desenvolvimento da cidade e o otimismo dos cidadãos. O que acontece na realidade é o controle do povo através da água.

Ao chegar ao local, Rango cria um personagem que mais se assemelha a um herói, mas que não passa de uma farsa para conquistar as pessoas; que crêem que ele é um verdadeiro fora-da-lei e por conta disto lhe dão a chave da cidade em forma do cargo de Xerife. Por ser um camaleão ele se adapta ao seu meio, como seu instinto natural. Mas a esperteza dele faz com que os planos de dominação local vão por água abaixo – literalmente-.

O desenho apresenta personagens personificados em animais feios, sujos e pequenos. Que pela aparência passam repulsa, mas por suas atitudes e características humanizadas causam empatia. Ainda é narrado por um grupo de corujas mariachis, que acompanham Rango em forma de coro grego e reforçam a estética ‘xicana’ mesclada com um western americano. Já o personagem título, além de divertido e muito talentoso em suas contações de histórias; tem muita similaridade com outro personagem protagonizado pelo seu dublador original Johnny Depp: o Capitão Jack Sparrow, da franquia dirigida pelo mesmo diretor da animação.

As similaridades iniciam pela natureza marginal, de se travestir de um personagem que não é, demonstrar nas situações limite segurança em si – mesmo que com muito medo-, imaginativo, atrapalhado e acima de tudo: um anti-herói capaz de conquistar o grande público. A questão ambiental, presente no filme é uma advertência para futuras tentativas de invasões bélicas por um elemento natural , que brevemente será uma preciosidade natural: a água.

Não é novidade que um dia poderá acabar, sendo evidenciada na narrativa do longa, que a escassez de água transforma as pessoas e torna seus detendores em ambiciosos e manipuladores. Além de denunciador o filme é divertido. Rango se destina ao público adulto, uma vez que suas piadas serão compreendidas pelos mais velhos, que abusam de referências pop – principalmente a trilha sonora com clássicos do cinema- E de preferência a versão original com vozes de Johnny Depp (O Turista), Bill Nightly (Piratas do Caribe), Alfred Molina (Homem Aranha) e Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine).

Estreia 9 de março

FICHA TÉCNICA

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VOVÓ…ZONA 3 – TAL PAI, TAL FILHO

3 mar

Em 2000, foi lançada a comédia Vovó…Zona, estrelada por Martin Lawrence, Paul Giamatti e Nia Long. Nas desventuras do agente do FBI Malcom, além dele se travestir de mulher , ainda se apaixonou por um alvo. Cinco anos depois, os produtores realizaram a continuação – que foi indicada ao Framboesa de Ouro -. Como a moda é fazer trilogia, a trupe retorna com a terceira parte da franquia que deveria ser a última.

Já foi comprovado que o agente é um especialista no disfarce, mas lhe falta criatividade para criar novos personagens; pois nos últimos longas ele reviveu a Big Momma, com seu jeitão carismático que faz com que todas as crianças e pais lhe amem e a queiram por perto. Ele se apegou tanto à personagem, que nesta continuação não apenas a ressuscita como também inventa a sobrinha neta Charmaine. Na trama, Trent – o menininho do primeiro filme -, enteado de Malcom, é alvo de perigosos bandidos. A fim de escondê-lo e de quebra capturar um pen drive com provas contra os bandidos; o agente resolve trazer Vovó Zona de volta à ação.

E coincidentemente, o local onde está escondido o tal pen drive, é uma escola de arte para meninas muito atentadas (jovens atentados são a especialidade dela). E mais: tem uma vaga para governanta, que é o cargo que mais se encaixa no perfil profissional dela. E para completar tudo, Trent é um aspirante a rapper. Logo, a estadia do rapaz no local lhe trará muitos benefícios artísticos e amorosos. Como na primeira parte da franquia, este também explora muito mal o romance. Trent se apaixona por uma das estudantes, mas ela não sabe que Trent é Charmaine e vice-versa. Isto poderia desenvolver uma série de mal entendidos, tendendo pelo humor, mas diferentemente de outras produções que exploraram o tema, este não teve sucesso. Filmes como Uma Garota muito Especial, Quase Igual aos Outros e o recente Ela é o Cara.

A tentativa de transformar Vovó…Zona em Uma Babá Quase Perfeita, sai pela culatra, quando os espectadores se deparam com o roteiro, que é pobre e se instala no lugar comum onde tudo é fácil e as coisas acontecem como mágica. Assim que chega na escola, Big Momma descobre que as alunas são as verdadeiras diabinhas, quando encontra com uma aluna que lhe promete transformar a vida no inferno. Infelizmente, isto não acontece.

Não há uma apresentação digna das personagens e as tais travessuras não são desenvolvidas, há apenas uma tentativa que falha. A empatia das demais personagens à imagem da vovó é imediata sem haver espaços para conflitos iniciais. As piadas não funcionam, pois são inexistentes e as que se atrevem a existir são insossas. Vovó…Zona 3 merece ter o mesmo destino que seu antecessor: ser um forte candidato ao Framboesa de Ouro. É justificável a ausência de Nia Long e Paul Giamatti.

Estreia 04 de março.

FICHA TÉCNICA

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ESPOSA DE MENTIRINHA

27 fev

O novo filme de Adam Sandler é uma comédia romântica, com Jennifer Aniston (que virou queridinha do gênero) e uma participação de Nicole Kidman. E como o nome já diz, Aniston é a tal  Esposa de Mentirinha,  que Sandler se apaixona durante a narrativa. Pela primeira vez, a tradução do  título original faz jus à produção O longa narra a saga do cirurgião plástico Danny (Adam Sandler) – que teve uma decepção amorosa ainda jovem pouco antes de seu casamento- que utiliza sua aliança como pretexto para conseguir sair com mulheres. Até que conhece a garota se seus sonhos – a jovem Palmer – e a aliança vira o problema.

Recorre à sua secretária Katherine(Jennifer Aniston) -o patinho feio – mãe divorciada de duas crianças, para conseguir conquistar a moça de 20 e tantos anos – e fã de ‘NSync-. O gênero comédia romântica, tem como princípio a frase “boy meets a girl” (garoto conhece a garota). Neste caso, Sandler precisa conhecer Palmer que é “a” garota, para reconhecer que sua secretária é a mulher de sua vida. E isso se dá, após uma transformação custeada por Danny, que acredita que o ‘visu’ de Katherine não é de uma esposa de cirurgião bem sucedido.A inserção dos filhos de Katherine na mentira, que aproveitam a situação de Danny para conseguir o que querem, o chantageando, faz com que cenário de LA mude para Havaí.

O longa então, vira pretexto para Aniston mostrar que mesmo quarentona e abandonada pelo ex-marido Brad Pitt; continua ‘gostosona’ e que não é de se jogar fora. Tendo um corpo bem mais cuidado que a coitada Palmer – vinte anos mais jovem-. E nesse mostrar suas curvas, Sandler se descobre apaixonado por ela. Esposa de Mentirinha é o longa com cara de verão, mas com sabor de clichê, uma vez que os espectadores nos créditos iniciais já sabem o seu final.

Estreia 04 de março

FICHA TÉCNICA

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BRUNA SURFISTINHA

23 fev

Raquel Pacheco, ou Bruna Surfistinha, é conhecida como uma das prostitutas mais famosas. Isso se deu após a inauguração de seu blog, onde publicava seu dia-a-dia e arrecadava clientes para programas. Sua história virou livro que foi adaptado para o cinema, trazendo Deborah Secco no papel título. Raquel é adotada e depois de muitas brigas com os pais, decide sair de casa. A prostituição foi o meio encontrado de fazer grana para manter com as mordomias que tinha em casa.

O filme acompanha a juventude de Raquel, sua entrada na prostituição, seu auge na carreira e a decadência; após um uso excessivo de drogas. Deborah Secco (Meu Tio Matou um Cara) interpreta a jovem até sua fase adulta, conseguindo imprimir na tela o desabrochamento da sensualidade da menina. No início, uma cena de Raquel dançando para a web cam, tentando ser sensual, mostra uma menina um pouco atrapalhada em busca de seu lado feminino; era o patinho feio desengonçado da escola e um pouco bicho grilo. Quando entra para o bordel onde trabalhou, ela se descobre aos poucos; Deborah construiu esta transição perfeitamente.

Já desabrochada, explora todos seus atributos sexuais. E pouco se assemelha à menina dançando pra web cam. A blogosfera contribuiu para que Bruna Surfistinha obtivesse o sucesso, em seu momento cibernético é quando ela chega em seu auge e se envolve com amigos que lhe levam para o mundo das drogas. Não apenas isso, o sucesso também lhe torna uma pessoa arrogante e prepotente.

Em nenhum momento ela se mostra revoltada com a profissão, ela faz porque gosta. Mas em determinado momento cansa dele. Mas não o odeia. O longa consegue penetrar na mente de Raquel/Bruna e mostrar sua vida sem preconceitos, e que por trás da Surfistinha há uma jovem se conhecendo. Além disto, o roteiro possui frases de tom cômico e uma trilha nem um pouco clichê, recorrendo de “Time of the Season” à “Fake Plastic trees” do Radiohead. É um filme que merece a atenção.

 

ESTREIA 25 DE FEVEREIRO

FICHA TÉCNICA

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CRÍTICA: DESCONHECIDO

23 fev

Em seu novo filme, Liam Neeson interpreta Martin Harris; um homem que após sofrer um acidente e sair de um coma, entra em dúvida sobre quem ele é; após ver sua identidade ser assumida por outro homem e ninguém mais o reconhecer. Com o cenário de Berlim, ele e sua esposa partiram para um Congresso de Biologia e lá ele é colocado no alvo de perigosos assassinos; mesmo não sabendo por que eles o querem. Resumindo: Identidade Bourne, sai Mat Damon, entra Liam Neeson.

Um homem desmemoriado em um país diferente sendo perseguido por bandidos, é uma história já batida. Ao contrário da trilogia Bourne, este não contém verdadeiras cenas de ação; vamos combinar: Neeson tem a idade avançada, logo não temos cenas de lutas e de perseguições frenéticas. E em determinado momento ele duvida de sua própria existência, se baseando em sua memória que não é muito confiável. E aí tem uma questão: até onde podemos confiar em nossas memórias? Até onde ela é verdadeira? Ou ilusão?

O longa explora as dúvidas e investigações, tendo o clímax pouco depois da metade da fita, enganando os espectadores e ainda um final muito comum em Hollywood. Sem contar o desfecho e as revelações, que não impressionam os espectadores. Como um filme de ação ele deixa a desejar e como drama ele não funciona. Desconhecido não tem atrativos plausíveis para lotar salas de cinema.

ESTREIA 25 DE FEVEREIRO

FICHA TÉCNICA

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CRÍTICA: 127 HORAS

18 fev

Nesta semana, estreia mais um candidato ao Oscar de Melhor Filme. E como alguns de seus oponentes (A Rede Social e O Discurso do Rei), 127 Horas também é baseado em uma história real. Nela o alpinista Aron (James Franco), ao tentar se intrometer em um interior de uma montanha, prende seu braço em uma pedra, permanecendo 5 dias (ou 127 horas se preferir) no buraco, fincado na pedra, sem comida nem comunicação.

Nos minutos iniciais, os espectadores têm dados que comprovam que Aron é um cara que se distanciou da família e é centrado nos seus afazeres (cenas dele não atendendo o telefonema de seus familiares são constantes). Uma daquelas pessoas que planejam viajar, sozinhos e não avisa ninguém. E ter planejado a aventura e sem avisar ninguém, é o fator que o torna esquecido (pois ninguém sabia que ele foi pra lá). Daí, o roteiro joga uma liçãozinha de moral: “Filhos, quando saírem de casa, avisem pra onde estão indo. Senão poderão acabar como ele.” Neste confinamento preso à uma pedra, é que percebe o quanto foi egoísta; em meio à pesadelos e alucinações, tem uma catarse no meio do deserto.

Mas sempre perseverante, mesmo sem comida, com pouca água e com frio; ele tentou se manter calmo e ponderado. Os closes com pontos de vista de dentro, transpõem a sensação de escassez (como Aron bebendo o último gole de água, a câmera estava posicionada de dentro do cantil, mostrando o interior e a boa dele bebendo o líquido). Os cortes são bruscos e junto com a trilha sonora, podem ser remetidos aos videoclipes da cultura MTV dos anos 90.

Para os poucos familiarizados com o diretor Danny Boyle, ele é o responsável pelos aclamados Transpotting e Quem quer ser um Milionário (o vencedor do Oscar em 2008). A estética do diretor, abusa das cores saturadas, assim o fez em Quem Quer ser um Milionário e repete neste longa. A fotografia abusa das cores, imprimindo na tela o calor e a aridez do Grand Canyon (local onde o alpinista fica preso). Já o cenário, em maior parte do longa é o local onde Aron se encontra.

Os enquadramentos se limitam à pequena fenda onde ele se encontra; sendo explorados diversos ângulos e planos. Alternando também com as filmagens realizadas pelo alpinista em sua câmera. Boyle usou parte de seu experimentalismo nesta produção – em cenas como Aron filmando uma declaração aos familiares, com o visor de sua câmera virado para o ponto de vista do espectador, com o foco de James Franco embaçado , e a sua filmadora amadora ocupando o canto da tela-; pode-se perceber a curiosidade do diretor na exploração da câmera. Não só este momento, muitas outras são realizadas com o foco descentralizado de diversos ângulos, que, dentro de um buraco com uma pedra no meio, ele pôde utilizar.

Outra salva é James Franco, um dos jovens atores em ascensão. Iniciou sua carreira em uma comédia romântica, mas depois da série Homem Aranha, conseguiu participar de produções interessantes como Milk – A Voz da Igualdade e James Dean, pequenas participações em filmes (como Ligeiramente Grávidos e O Amor não Tira Férias) e será o apresentador do Oscar no mesmo ano em que concorre no prêmio de Melhor Ator por seu trabalho. Sua atuação, mostra a sua versatilidade e capacidade em mostrar-se desnudo. Mesmo não tentando com muito esforço, Franco é um daqueles que pode-se esquecer durante a narrativa, que se trata de um belo rosto; pois os espectadores só verão o personagem e não o ator. Mas sua empatia possivelmente não será suficiente para tirar o Oscar de Colin Firth.

Estreia 18 de fevereiro
FICHA TÉCNICA

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CRÍTICA: BESOURO VERDE

13 fev

O herói Besouro Verde é o primo ‘pobre’ do Batman. Primo porque os dois tiveram os mesmos produtores e têm algumas características em comum: são homens de carne e osso, filhos de magnatas – que morrem tragicamente da violência local-, herdeiros de impérios, têm fama de playboys  bon vivant e no calar da noite usam máscaras para combater o crime local. Além dessas características, e muitas outras (como a corrupção, políticos mal intencionados, etc); a mais importante é que ambos são homens , que cometem erros e estão em busca de justiça e para isto recorrem aos conhecimentos tecnológicos de seus funcionários (no caso do Besouro Verde, Kato e do Batman, Lucius) e de toda a sua riqueza herdada pelos pais ricos.

É o primo por conta destes fatores, e é o pobre pois – ao contrário do Homem Morcego – seu seriado não teve  muito sucesso (sobrevivendo pouco mais de um ano) e é mais conhecido por ter tido Bruce Lee como Kato (o parceiro dele e mestre das artes marciais). Ser reconhecido pelo seu parceiro não é um bom sinal. Outro fator que o torna o primo pobre é pelo fato de não ter tido o mesmo sucesso dos filmes de Batman e nem a durabilidade que a série do Homem Morcego teve. O primo pobre recebe sua transposição para as telas de cinema em 2011, com roteiro de Seth Rogen (Superbad) e direção de Michel Gondry (Brilho Eterno).

O longa inicia com uma cena que poderia ter sido ignorada, onde é revelada a relação do jovem Britt Reidd com o pai James Reidd (Tom Wilkinson), dono do jornal Sentinella. O pai já mostra nos minutos iniciais o pouco afeto pelo filho e que é viúvo, criando-o sozinho. O que posteriormente resulta na transformação do inocente menino em um adulto rebelde e sem limites. Esta narrativa inicial é desnecessária, pois ao longo da fita os espectadores recebem dados que comprovam este fato (o próprio Britt conta este acontecimento), o que sublinha a história anterior e tira a força da narrativa, quando ela é realizada pela segunda vez – o início não é necessário para o andamento da trama-. Após a abertura elucidativa em demasio; há uma sequência que apresenta o verdadeiro vilão do filme: Chudnofsky (Christoph Waltz).

O temido Chudnosky, aparentemente, se mostra uma piada para os novos vilões por conta de seu nome e sua imagem. Christoph Waltz (Bastardos Inglórios) imprime no personagem sarcasmo, dúvida quanto à sua imagem, dureza e humor (quando sua roupa e seu poder é colocado em questão). O ator mais uma vez interpreta um vilão com nuances entre o mal e o humor, através de seus diálogos e sua ironia. Assim com o em Batman Begins, Besouro Verde mostra a criação do herói. Erros são comuns e sua fragilidade ainda mais evidente que seus pontos fortes. E acima de tudo, o desejo em combater o crime e acabar com a corrupção dos políticos. Como não entende de super heróis, Britt utiliza seu jornal para divulgar as façanhas dele e sua secretária (com conhecimento em mente criminal) para realizar seus próximos passos.

Seth Rogen é o protagonista e pouco convence como o playboy; mas como o herói, seus anos de nerdices vêem à tona na tela. A falta de suas gordurinhas fez com que o ator, perdesse parte de sua empatia. O personagem consiste em um homem com dinheiro e sede de justiça, mas sem Kato ele não é nada. O segredo dele está em seu fiel escudeiro e maquinário, capaz de transformar qualquer carro em uma máquina de guerra. Kato é mais interessante que seu comparsa. O roteiro de Rogen  imprime um tom cômico na trama. Adicionando referências ao mundo pop. O humor se faz presente em todas as cenas, até nas de luta.

Estas são um caso à parte. É quando o 3D se faz presente. As lutas protagonizadas por Kato em slow motion exploram as funcionalidades da tecnologia, como o uso da profundidade e a cor vermelha. Mas lá pro final da fita, o roteiro mostra outra mancada de Rogen, que tenta explicar os fatos num surto do personagem. Desnecessário. Os espectadores entendem todos os acontecimentos logo após a explicação.

A direção de Michel Gondry é presente nas cenas de lutas. Difícil entender como um diretor de obras como Brilho Eterno e Rebobine, por favor; se dispôs a dirigir uma produção pré fabricada.

Estreia 18 de fevereiro

FICHA TÉCNICA

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CRÍTICA: O RITUAL

9 fev

O terror tem como característica o elemento suspense, que por sua vez é reconhecido por conter: situações de tensão, temor e eventualmente sustos; e a preocupação com desconhecimento sobre o desenvolvimento do evento; sendo a combinação da incerteza e obscuridade dos acontecimentos futuros. Com estas premissas os espectadores podem concluir que a tensão e a surpresa pelo o que está para acontecer são elementos chaves no gênero. O Ritual como é propriamente dito um filme terror ou um suspense sobrenatural; mas diferentemente da descrição dada ao gênero; ele não atende às suas premissas.

Estrelado por Anthony Hopkins (Hannibal) e Alice Braga (Predadores), o longa mostra um jovem seminarista que tem dúvidas sobre sua fé e está disposto a largar os estudos teológicos. É enviado para um curso de exorcismo (que obviamente não tem muita procura) para pensar melhor sobre sua decisão. Lá conhece o Padre Lucas (Anthony Hopkins)- mestre em exorcismos – e a jornalista Angelina (Alice Braga) – que está fazendo o curso para finalizar uma matéria-. O Ritual intenciona mostrar a realidade e não a fantasia por trás do exorcismo, como o próprio Padre Lucas diz em uma cena em que o jovem se decepciona ao ver o exorcismo finalizar em minutos (Pe. Lucas diz: “esperava o quê? Sopa de ervilha?”).

Durante toda a fita os espectadores vêem o embate entre fé e ceticismo, através do jovem seminarista. Para toda possibilidade de possessão há uma justificativa científica; e com isto há a discussão entre até onde a pessoa está sendo possuída ou se trata de um quadro de esquizofrenia; e argumenta sobre o papel da fé nos tempos atuais. Apesar deste embate, a trama não decola. Já pro final, ele é colocado em uma situação onde é a sua fé que o fará ter êxito em um exorcismo. Não havendo grandes surpresas, nem susto.

As poucas cenas de terror não causam tensão nos espectadores. Não há atuações verossímeis e a história se mostra um tanto batida e previsível; tendo em vista as inúmeras produções que se baseiam em eventos de exorcismos. Acredito que seja a hora de virar a página deste subgênero e investir em um novo. O Exorcista continua sendo o máster no gênero.

Estreia 11 de fevereiro

Ficha técnica

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CRÍTICA: O DISCURSO DO REI

9 fev

O Discurso do Rei (o recordista de indicações ao Oscar 2011- total de 12 indicações-) é dirigido por Tom Hooper e estrelado pelo australiano Geoffrey Rush (Piratas do Caribe) e pelos britânicos Helena Bonham Carter (Alice no país das maravilhas) e Colin Firth (Bridget Jones); todos indicados ao Oscar por suas atuações. O longa revela o backstage da coroação do Rei George VI da Inglaterra.

Resumindo a história: quando o rei George V morre, o primogênito (Guy Pearce) abdica do trono pra se casar com uma divorciada americana; o seu irmão Bertie (Colin Firth) é o sucessor e assume o trono. este – por sua vez – tem problema de gagueira e que pode ser um fator decisivo na sua gestão do país. No início da narrativa, os espectadores acompanham as tentativas de Bertie de curar tal carma que o persegue desde sua infância.

Quando perde as esperanças de encontrar um médico que o livre deste mal, sua esposa descobre Lionel (Geoffrey Rush); um fonoaudiólogo que utiliza métodos pouco ortodoxos e sendo um ator, não médico. Bertie se mostra relutante com o tratamento; já Lionel faz de tudo para entender o porquê da gagueira dele. Com exercícios de trava-línguas e de fortalecimento de diafragma, ele consegue algum resultado; mas é defrontando as inseguranças e medos do Rei é que ele tem a chave para a cura. O passado de repressão o transformou em um homem inseguro, cauteloso, tenso, desconfiado e sem confiança na sua voz. Para ele um rei tem que ter voz e ele não tinha. E é trabalhando na autoconfiança e no estímulo ao poder de enfrentar, que Lionel consegue atingir seu objetivo de ensiná-lo a falar.

Mas não foi apenas esta batalha que ele enfrentou, outra bastante difícil veio após sua coroação: a segunda guerra mundial. Quando o filme parece que vai finalizar, engana os espectadores que de deparam com a ascensão de Hitler, um homem imponente e com discurso bem dito e seguro. O contrário de Bertie e como ele mesmo diz quando assiste ao Führer : “seja o que esteja falando, está dizendo bem”. E este é um dos fatores pelos quais Hitler teve simpatia, ele sabia falar em público e era convicto do que estava falando. A Inglaterra passou por maus bocados, mas teve um rei que foi homem o suficiente pra agüentar o rojão da segunda guerra e enfrentar a Alemanha, provando que tinha sim voz.

Como foi dito anteriormente, o longa é o recordista de indicações; tendo seu elenco indicado às principais categorias. Colin exibe a insegurança do rei, bem como seu orgulho. Mas sua atuação depende de seus companheiros de cena Helena e Geoffrey; que desenvolvem um jogo cênico com ele. A primeira por estar por trás do marido, acompanhando e lhe incentivando, é a figura perseverante que dá suporte a ele; e o segundo por ser a força motriz que traz à tona a verdadeira causa da gagueira. A relação desenvolvida por Colin e Geoffrey no decorrer da trama é o que o torna a aposta do Oscar. O Discurso do Rei é um drama, que se baseia na relação de dois personagens históricos para mostrar uma repressão vestida de gagueira.

ESTREIA 11 DE FEVEREIRO

Ficha técnica

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CRÍTICA: BURLESQUE

6 fev

Existe uma lista extensa contendo cantoras que se aventuraram em produções cinematográficas, crendo que terão o mesmo sucesso que têm em suas carreiras fonográficas. Entre elas: Madonna (Evita), Miley Cyrus (Última Música), as Spice Girls (Spiceworld), Norah Jones (Um Beijo Roubado), Whitney Houston (O Guarda Costas), Beyoncé (DreamGirls), JLO (Plano B), Britney Spears (Crossroads), Mariah Carey (Glitter), entre muitas outras. Estas duas últimas possuem algo em comum com Christina Aguilera e o longa ShowBar: as produções se assemelham na tentativa de contar a mesma história (da pobre garota do interior que tem um talento nato para música e se muda para a cidade grande em busca do sonho de se tornar uma estrela. Lá, trabalha em um local fuleiro, mas quando é descoberta, as portas se abrem e surgem os lobos da floresta).

Burlesque segue esta linha e já nos créditos iniciais os espectadores sabem como a história vai terminar. Tudo é previsível no musical, onde as músicas têm entradas forçadas e esquisitas (como Cher ensaiando uma música de incentivo para ela mesma, e que irá entrar no repertório do espetáculo. Por que ela não cantou a música sem dar explicações pra platéia?).

Mas há um fator que o torna mais interessante que os demais longas de ‘cantoras metidas a atrizes’: o burlesco. Sim, como o nome já diz, ele se passa no bar Burlesque Lounge e que vive de apresentações burlescas. Sua estética é toda voltada pro estilo. E é aí que ganha credibilidade: nos figurinos, maquiagens e cenário. Além das apresentações realizadas por Christina Aguilera. O estilo voltou à moda por conta da ex mulher de Marilyn Manson (que tem uma regravação de sua música Beautiful People nos créditos finais, na voz de Aguilera), Dita Von Teese; que é uma dançarina burlesca.

Até a fotografia é influenciada, sendo escura e amarelada. Pontos pra direção de arte e fotografia que exploraram todas as características do burlesco. No bar onde Cher é a dona e Aguilera a garçonete; os garçons e a banda são de igual importância para dar o clima do local. Como todos já sabem, este se trata de um musical, que se não fosse pela presença da voz de Aguilera, as músicas não seriam o atrativo principal. É quando a cantora solta a voz que a coisa acontece, em seus momentos de atriz ela não está no nível de Britney e Mariah, mas também não tem uma performance à altura de uma protagonista. Cher e o restante do elenco – que supostamente são atores -, também não imprimem atuações convincentes nem competentes – se igualando à protagonista (a iniciante Aguilera)-. Uma salva pro ator Eric Dane (de Grey’s Anatomy) que – com humor – interpreta um empresário galanteador com cantadas prontas.

As músicas só empolgam quando a voz de Christina se faz presente, e quando não faz , a trilha recorre à clássicos pop como Madonna. Fora isto, Burlesque não é o pior filme de uma cantora ou de um musical de ‘menina pobre em busca do sonho de ser artista’. Deve-se créditos à produção e direção de arte.

Estreia 11 de fevereiro

FICHA TÉCNICA

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CRÍTICA: CISNE NEGRO, de DARREN ARONOFSKY

3 fev

A dualidade em uma bailarina é o mote da trama dirigida pelo indicado ao Oscar de Melhor Diretor, Darren Aronofsky (O Lutador). Estrelada pela ganhadora do Globo de Ouro e indicada ao Oscar de Melhor Atriz, Natalie Portman (V de Vingança); Cisne Negro traça um paralelo entre a bailarina e o personagem que irá performar em O Lago dos Cisnes, a Rainha Cisne. Nina é uma jovem que faz parte de uma Cia de ballet, que está em momento de transição; sua bailarina principal (Winona Ryder) está se aposentando e há uma vaga para interpretar a protagonista em seu novo espetáculo.

Ela é pressionada pelo diretor artístico Thomas (Vicent Cassel) e ameaçada com a chegada de Lily (Mila Kunis). Se defronta consigo, adotando uma postura autodestrutiva e psicótica. Nina sofre um terror psicológico, tendo alucinações e severas automutilações. Todo o pânico sofrido é por conta do controle do diretor – que utiliza artifícios sexuais para conseguir o resultado das bailarinas -. O Cisne Branco ela desenvolve rapidamente (sendo uma jovem dócil e meiga), já o Cisne Negro é o que causa o pesadelo em sua vida (este possui uma personalidade sensual e maliciosa). Thomas propõe a Nina exercícios sexuais, não a fim de se relacionar com ela, mas sim de ter o resultado esperado – o que causa estranheza na moça, já que ele tem fama de seduzir suas bailarinas-.

Ela busca de todas as maneiras agradar e convencer de que é a escolha certa para o papel; mas suas alucinações a desestabilizam. É pela pressão e insegurança que todo seu terror se embasa, na incapacidade de realizar o Cisne Negro. O filme é um daqueles que prende a atenção os espectadores causando momentos de tensão. São colocados em dúvida todos os acontecimentos, pois muitos deles são alucinações da psicótica bailarina. A presença de Lily a incomoda, a tal ponto dela se confundir com um alter ego; já que Lily possui as qualidades que lhe faltam. E para conseguir levar os espectadores às suas torturas mentais,Aronofsky utilizou artifícios técnicos, como suporte do roteiro. A câmera, por exemplo, em sua maior parte enquadra os atores em closes (seja dos pés ou rostos) e na maioria das vezes está na mão do cinegrafista (transpondo as agonias e o olhar de Nina – assim como o olhar do espectador que segue os passos dela). Também foi explorado o recurso sonoro, a trilha impactante deixa os espectadores a morder os lábios pela tensão proporcionada.

Além dos aparatos técnicos, o roteiro é instigante e provocador (coloca as questões das bailarinas contra a parede – sendo uma profissão desgastante e de curto prazo), com direção visionária (os demais filmes de Aronofsky não deixam mentir – Réquiem para um sonho e O Lutador) e atuações primorosas. Fala-se muito em Natalie Portman, este é o momento dela, sendo uma das poucas atrizes que consegue transitar pelo doce e amargo; Natalie imprime em Nina seu lado menina ao mesmo tempo em que é uma mulher desabrochando. Todas as angústias e frigidez da personagem são enfatizadas pelos olhares dela. E pouco se fala de Vicent Cassel (À Deriva), que também exibe uma atuação primorosa, é dele o papel de por a moça contra a parede, usando os mais variados artifícios. Já Winona Ryder (Garota, Interrompida) vive uma bailarina aposentada e também autodestrutiva; é uma pena sua participação e intervenção na história seja pequena.

O filme é um tanto perturbador, um verdadeiro suspense psicológico. E mais uma produção de Aronofsky, que o coloca no lugar que deve estar: indicado a Oscar. Este ano, o favoritismo de A Rede Social e O Discurso do Rei, podem tirar a sua vez, mas o brilhantismo da atuação de Natalie pode finalmente premiar a atriz. Cisne Negro é de Natalie.

ESTREIA 04 DE FEVEREIRO

FICHA TÉCNICA

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CRÍTICA: O VENCEDOR

31 jan

Quando os espectadores assistirem ao filme se depararão com duas estranhezas nos créditos inicais, os nomes de Darren Aronofsky (O Lutador) e Mark Wahlberg (Os Infiltrados) na produção. Para os que não sabem, Darren foi cogitado para dirigir O Vencedor (The Fighter)e não aceitou,e agora o longa concorre ao Oscar de Melhor Filme e Diretor junto com Cisne Negro, última produção de Darren. Já o nome de Mark é uma estranheza, pois ele protagoniza o longa, mas é ofuscado pelo talento de Melissa Leo e Christian Bale (premiados por suas atuações no Globo de Ouro e SAG Awards, e fortes candidatos ao Oscar).

O Vencedor narra a história de Dick (Bale) um ex boxeador que tinha uma carreira promissora, mas entrou em decadência por conta do uso de crack; ele treina o irmão mais jovem Mick (Wahlberg) e injeta nele tudo que ele poderia ter sido e não foi. Mas os problemas com drogas dele atrapalham o crescimento do irmão, o que faz o lutador recear em trabalhar com ele. A mãe Alice (Melissa Leo) é a empresária e monopoliza os negócios da família.

Alice e Mick depositam no jovem todas as suas esperanças de vitória. Querendo transformá-lo em algo que Dick não conseguiu ser; que por sua vez é acompanhado por documentaristas da HBO, e que no decorrer da trama os espectadores percebem que este retrata os males do crack e não a vitória de Dick sobre um grande lutador. Já ele fantasia que o programa é pra mostrar sua vida; mas quando é lançado, a verdade sobre sua vida de alienação é escancarada para toda a sua cidade; fazendo-o perceber o mal que fazia pros familiares e como era deprimente sua situação.

A atuação de Bale é o ponto forte do filme, assim como sua companheira de cena Melissa Leo; e ao que tudo indica os Oscars serão deles. Bale tem o poder de se tornar invisível diante do papel; os espectadores vêem Dick e não o Batman ou o Psicopata Americano (personagens famosos de Bale). Além de sua magreza desconfortante, Bale se mostra sem maquiagem, desnudo e incorpora a essência do verdadeiro Dick. Nos créditos finais, há imagens dos verdadeiros vencedores e sem os seus respectivos nomes, mesmo sem a identificação os espectadores sabem quem é Dick e Mick. Isso se deve pela entrega e criação minuciosa do personagem por Bale.

Definitivamente, este é o filme de Bale e não do produtor/protagonista Wahlberg. E parafraseando Rubens Ewald Filho: ‘é um filme que Wahlberg convidou Bale e deixou ele roubar a cena’. E corrigindo, Bale deveria ter sido indicado ao Oscar de Melhor Ator e não Coadjuvante. No final, o vencedor não é o lutador e sim seus familiares que fizeram tudo o que podiam pra ele atingir a glória; que não é exclusiva dele e sim do irmão.

Estreia 04 de fevereiro

Ficha Técnica

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FILME PARA NÃO VER: POLARÓIDES URBANAS

30 jan

O longa é a estreia de Miguel Falabella na direção.  Mostra um emaranhado de personagens em diversas situações que divergem entre si e ao mesmo tempo em que se encontram.  Natalia Lage é uma terapeuta que tem uma filha chata e suicida que nunca lhe teve a atenção; Arlete Salles é uma atriz que tem síndrome do pânico; Marilia Pêra vive duas irmãs gêmeas: uma rica que vive viajando e uma com uma vida infeliz ao lado do marido que não usa o carro com medo de ser roubado; Juliana Baroni é uma alpinista social que sai com homens para melhorar seu status.

Pronto. Só isso. E é só isso que acontece. As situações não são engraçadas e as piadas não funcionam. Tirando a personagem de Marilia que viaja o filme inteiro, ligando e enviando presentes pra irmã; esta rende alguns poucos momentos interessantes, mais pela situação e timming da dupla Pêra e Caruso.

É um filme para não ver, pois para os que são fãs do gênero comédia, este não lhes divertirá e também é um longa que representa mal o cinema brasileiro.

Que filme ver: Polaróides Urbanas não representa bem o trabalho de Miguel Falabella. Para comprovar a importância dele e sua veia cômica, indico: A Partilha adaptação de sua peça e dirigido por Daniel Filho, conta a história de 4 irmãs que se reencontram na hora da partilha de bens da mãe; o tema é triste mas o longa é uma comédia. Ótima, by the way. Foi um sucesso no teatro e nos cinemas.

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A ÚLTIMA ESTAÇÃO

28 jan

O longa é baseado em um romance e traz às telas a história do escritor Leon Tolstoi e sua conturbada relação com sua esposa Sofia, na briga pelos direitos de sua obra. No elenco, Christopher Plummer (como Tolstoi), Helen Mirren ( Dame Sofia), James McAvoy e Paul Giamatti (Vladimir Chertkov). Só pela prévia do casting, os espectadores podem perceber que o filme vale o ingresso.

Se embasando na relação e no poderio da esposa de Tolstoi, a narrativa mostra a luta dos direitos sobre suas obras. Para Sofia (Mirren), elas deveriam pertencer à família do escritor após a sua morte; como herança. Mas para Chertkov (Giamatti), elas deveriam ser de domínio público; pois vai de encontro com os ideais tolstoianos. Esta discussão vai longe. Sofia é uma mulher determinada e durona, não aceita ‘não’ e luta até o fim para que seu desejo seja aplicado; este desejo não é pura vaidade e sim, uma garantia de um futuro para os herdeiros de Tolstoi. Mas por outro lado, o amigo de Tolstoi, Chertkov, não deixa de estar certo, pois o escritor criou suas obras a partir do povo e é para ele que ele as deixa; além disto, a obra sendo liberada aos russos vai de encontro com os pensamentos tolstoianos. Os dois são muros irredutíveis, e que brigam pelo amor e direitos das obras de Tolstoi.

Vindo para os dias atuais, a questão dos direitos autorais é um assunto que gera polêmica. Atualmente, há uma discussão acerca da questão dos direitos autorais e uma reformulação na Lei do Direito Autoral, bem como o uso de Creative Commons. Este assunto dá pano pra manga seja qual for a época. Voltando para o filme; ele conta com um casting, com atuações competentes e arrebatadoras. Mirren já está acostumada a roubar a cena, mas desta vez ela teve oponentes que não deixaram, como Giamatti, que sempre – mesmo nas coadjuvações- mostra seu talento e segurança; já McAvoy é um jovem secretário, ele defende seu personagem com o entusiasmo dos jovens perante o grande escritor. E Plummer, imprime na tela a sabedoria e cansaço do escritor em seu final de vida.

O mais interessante é constatar que a genialidade está nos olhos de quem vê e não de quem é de fato. O escritor não era o melhor seguidor dos princípios do movimento e não se achava o sábio que todos o chamavam. A sua simplicidade é o que o tornou grande.

ESTREIA 28 DE JANEIRO
FICHA TÉCNICA

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