Arquivos | julho, 2010

5 filmes de Christopher Nolan

30 jul

Semana que vem estreia o aguardado “A Origem” do diretor britânico Christopher Nolan. Eu já assisti, e é de fato um ótimo filme. Enquanto ele não estreia e eu não publico minha crítica, segue um aquecimento com o Top 5 Christopher Nolan.

1. “Amnésia” ( Memento)

Sinopse: Leonard sofre de um distúrbio que não se recorda de fatos recentes, assim ele tatua tudo para não esquecer. A história é Leonard atrás dos assassinos de sua mulher.

Porque ver: a sinopse pode ser um pouco familiar, mas o filme é excepcional. Nolan adotou uma narrativa peculiar, ele é narrado de trás pra frente e intercalando 2 momentos, diferenciados por sua fotografia. Um dos melhores filmes ever.

Elenco: Carrie Ann-Moss e Guy Pearce.

2.” Insônia” (Insomnia)

Sinopse: Uma adolescente é assassinada em uma pacata cidade que não anoitece. Cabe ao detetive e sua equipe desvendar o assassinato, mas a história tem uma reviravolta.

Porque ver: a fotografia de Nolan é marcante e este trhiller policial, tem um quê de psicológico. O longa tem ótimos diálogos e atuações maravilhosas. Destaque para Robin Williams.

Elenco: Robin Williams, Hillary Swank e Al Pacino.

3. “Batman Begins” (Batman Begins)

Sinopse: Na criminosa Gotham City, o playboy Bruce Wayne cria o herói Batman, que vai atrás dos criminosos da cidade. O filme conta a história de como ele começou tornando-se um dos grandes filmes do homem morcego.

Porque ver:  com ele entendemos a história morcego , além de ser umótimo filme de super herói, sem aquele carnaval criado por Joel Schummacher.

Elenco: Christian Bale, Michael Caine, Katie Holmes, Cillian Murphy, Liam Neeson e Ken Watanabe.

4. “O Grande Truque” (The Prestige)


Sinopse: a rivalidade entre 2 ilusionistas e a briga pela inovação na mágica. Quando um deles cria um número novo, o outro fica obcecado em descobrir seu truque.

Porque ver: Nolan mais uma vez brinca com a mente humana, com 2 gatóns estrelando o filme, ele confirma seu talento e sua assinatura.

Elenco: Hugh Jackman, Christian Bale, Michael Caine e Scarlett Johansson.

5. “Batman – o Cavaleiro das Trevas” (The Dark Knight)


Sinopse: Batman agora tem um rival à sua altura: o Coringa. Mas com a candidatura de Harvey Dent, ele sente que pode pendurar de vez sua armadura.

Porque ver: aqui Nolan vai além do super herói, ele elevou Batman à um patamar ainda não conquistado por nenhum outro herói. Contando ainda com o maravilhoso Coringa, que colocou Nicholson no chinelo.

Elenco: Christian Bale, Maggie Gyllenhal, Heath Ledger, Michael Caine, Gary Oldman e Aaron Eckart.

*Première:

“A Origem” (Inception)

Sinopse: Cobb é um ladrão de informações que penetra nos sonhos alheios, mas é contratado pra um serviço diferente: inserir uma ideia no subconsciente de um herdeiro.

Porque ver: o filme é um show de efeitos sonoros e visuais. Além de ter um ótimo elenco, um roteiro intrigante … entre muitas outras qualidades. vale a pena!

Elenco: Leonardo Dicaprio, Ellen Page, Marion Cotillard, Cillian Murphy, Michael Caine, Ken Watanabe e Joseph Gordon Lewitt.

Estreia 6 de agosto.

Segue agora um docinho só pra colocar água na boca. E semana que vem eu posto a crítica do filme aqui.

Aguardem…

CRÍTICA – “UMA NOITE EM 67″

27 jul
“Uma noite em 67”, marca a estreia da dupla de cineastas Renato Terra e Ricardo Calil, é um  filme que mostra o cinema brasileiro em sua melhor “forma”. O longa fala sobre o III Festival da Música, realizado em 67;  pela TV Record. Com imagens históricas dos jovens Caetano Veloso, Edu Lobo, Chico Buarque, Gilberto Gil, Rita Lee, Roberto Carlos entre muitos outros.

O ano de 67 foi decisivo na música brasileira; quando começou a propagar as guitarras e a manifestação contra elas, quando começou a germinar a semente da Tropicália, quando os Mutantes estavam começando a se tornar Mutantes… enfim, foi um ano importante na história da música.

Através de depoimentos e imagens dos artistas e do próprio diretor da TV Record (que mostra um envolvimento paternal com o Festival); a dupla de cineastas conduz a plateia na ambientação do painel musical e político da época. Com depoimentos incisivos e dubtáveis, o panorama é mostrado: uma luta pela identidade musical brasileira.  As imagens nos levam aos bastidores da música e do Festival, em que percebemos que os artistas tinham também suas inseguranças e receios. E também que, até no Festival havia a “manipulação” da imagem dos artistas envolvidos.  

A plateia muito crítica, tendo a rebeldia em comum com a de hoje em dia. Podemos perceber também, que os jovens Caetanos, Gilbertos e Chicos ( no auge dos seus 20 e poucos anos), tinham um engajamento político-cultural que fez mudar o pensamento artístico da época e que reflete na arte produzida atualmente.

O longa é mais uma prova da qualitativa safra do cinema brasileiro,  em especial, os documentários. Deve-se ter uma Lei regulamentando a exibição deles nas escolas, o seu uso na educação é fundamental.

CRÍTICA: SALT

24 jul

“Salt” chega aos cinemas com bastante alarde. Não é para menos, o longa é estrelado por Angelina Jolie. Trata-se de mais um filme de espionagem, um verdadeiro thriller de ação. Jolie interpreta a agente/espiã Evelyn Salt; uma mistura de McGyver, Carmen Sandiego e Jason Bourne; mas ao contrário de Angelina, o filme não brilha tanto.

Evelyn Salt, uma agente da CIA é acusada por um desertor de ser uma espiã russa, à partir daí ela foge e vira alvo da CIA. Sinopse um tanto familiar, não acham? Se tivesse Wesley Snipes ou Tommy Lee Jones protagonizando eu poderia jurar que já tinha visto o filme.

A anti-heroína Salt era originalmente um homem, que seria destinado para Tom Cruise (ótimo em filmes de ação), mas ele recusou por conta da similaridade com Ethan Hunt (da franquia “Missão: Impossível”). Porém, Angelina não deixa a ‘peteca cair’. O longa ganha pela presença dela, que esbanja talento no gênero. Diz a lenda, que ela não usou dublês.

Uma outra similaridade do filme é com a trilogia Bourne, mas não chega a tanto. Mesmo incitando em seu final que a franquia tem continuação, a Carmen Sandiego da vez não tem a qualidade da trilogia encabeçada por Matt Damon. “Salt” ganha a plateia com as sequencias de ação.

As reviravoltas na história, a beleza e voracidade de Angelina; podem surpreender os fãs do gênero e tornar o filme atrativo. Se não fosse por ela, ele provavelmente seria boring; estando longe do comprometimento com a qualidade verbal e com a estética abandonada. E apesar de tudo, “Salt” pode ser para os action movies lovers um deleite nas férias.

O filme estreia sexta feira dia 30 de julho.

5 diretores-atores

23 jul

Eis a minha mais nova lista: 5 diretores que, além de geniais com o megafone,  integram o elenco de seus filmes. Me inspirei nesta depois de uma tarde com Woody Allen, e, imaginando o que seria dele (ator) se não fosse ele (diretor). Aí, me veio alguns nomes de outros grandes diretores que estrelaram seus filmes. Lembrando que é um TOP 5, vai faltar alguém.

1. Orson Welles


Cidadão Kane

Sinopse: Cidadão Kane é supostamente baseado na vida do magnata do jornalismo William Randolph Hearst (publicamente, Welles negava), e conta a história de Charles Foster Kane, um menino pobre que acaba se tornando um dos homens mais ricos do mundo. O filme inicia com a sua morte, quando se pronuncia a palavra Rosebud, que acaba levando um jornalista a investigar a vida de Kane para descobrir o sentido da palavra. Entrevistando pessoas do passado de Kane, o jornalista mergulha na vida de um homem solitário, que desde a infância é obrigado a seguir a vontade alheia. Ninguém a seu redor importa-se com Kane, que busca por meio da aquisição de bens e pessoas encontrar a infância perdida.

Porque:  Orson Welles tinha apenas 26 anos quando realizou o maior filme de todos os tempos. Além de ter dirigido e roteirizado, ele também estrelou “Cidadão Kane”, como personagem título.

Premiação:

  • Oscar de melhor roteiro original.

2. Woody Allen

Annie Hall

Sinopse: O filme conta a história de Alvy Singer , um humorista judeu e divorciado que faz análise há quinze anos. Ele acaba se apaixonando por Annie Hall, umacantora em início de carreira, e com a cabeça um pouco complicada. Em pouco tempo estão morando juntos e não demora para se iniciar um período de crises conjugais.

Porque: Woody estrela 90% de seus filmes, mas se tenho que destacar um, destaco então “Annie Hall”; que é considerado seu melhor (com todos os motivos justificáveis). A personagem título foi escrita diretamente para Diane Keaton – seu apelido é Annie e seu verdadeiro sobrenome é Hall-.

Premiação:

  • Oscar de melhor atriz (Diane Keaton);
  • Oscar de melhor filme;
  • Oscar de melhor roteiro original;
  • Oscar de melhor diretor.

3. Roberto Benigni


A vida é bela

Sinopse: Na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial, Guido, filho de judeus, é mandado para umcampo de concentração, juntamente com seu filho, o pequeno Giusoé. Guido é um homem simples, inteligente e espirituoso, um pai amoroso, e graças a isso consegue fazer com que seu filho acredite que ambos estão participando de um jogo, sem que o menino perceba o horror no qual estão inseridos.

Porque: durante muitos anos eu tive ódio de Roberto e do filme, só porque ele ganhou o Oscar que poderia ser de “Central do Brasil”. Mas, anos depois eu vi o filme… e revi, e revi…Enfim, o filme é genial! Roberto mereceu todos os seus prêmios.

Premiação:

  • Oscar de melhor ator ( Roberto Benigni);
  • Oscar de melhor filme estrangeiro (ganhou de Central do Brasil);
  • Oscar de melhor canção original.

4. Clint Eastwood


Menina de Ouro

Sinopse: Afastado da sua filha, Frankie revela uma grande dificuldade na aproximação aos outros, e apenas lhe resta o amigo Scrap, um ex-lutador de boxe que cuida do ginásio de Frankie. É então que entra em cena, em seu ginásio, Maggie Fitzgerald, que sempre teve pouco da vida, mas que ao contrário de muitos, sabe bem o que quer e tem a determinação necessária para o alcançar.

Porque: Clint é um ator com uma extensa carreira no cinema, e é comum ele também estrelar seus filmes. Ficou famoso com os  westerns, hoje em dia seus personagens são, em sua maioria, aposentados carrancudos. Com “Menina de Ouro” ele não apenas levou vários prêmios pra casa, como também levantou um pouco a moral da Hillary Swank, que depois de seu primeiro Oscar errou a mão feio em seus filmes.

Premiação:

  • Oscar de melhor filme;
  • Oscar de melhor diretor;
  • Oscar de melhor atriz (Hillary Swank);
  • Oscar de melhor ator coadjuvante ( Morgan Freeman).

5. Quentin Tarantino


Pulp Fiction

Sinopse: São apresentadas três histórias de forma não cronológica. Em uma, aparecem Vincent Vega  e Jules Winnfield, que são dois mafiosos com a missão de fazer uma cobrança a mando do chefe, Marsellus Wallace . Em outra história, Vincent deve levar Mia Wallace - mulher de seu chefe – para se divertir enquanto ele viaja. Por último, é contada a história de Butch Coolidge , um pugilista que foi comprado por Marsellus para perder uma luta, mas não cumpriu sua parte no acordo e agora precisa fugir do mafioso.

Porque: Tarantino trabalhou em uma videolocadora, ninguém melhor que ele pra ter em suas obras o maior número de referências cinematográficas. Ao contrário dos outros diretores-atores da lista, Quentin não protagoniza seus filmes; apenas faz o papel suporte neles, sempre muito bem. E “Pulp Fiction” é um de seus melhores filmes, se não for o melhor.

Premiação:

  • Oscar de melhor roteiro original.

E vocês? Tem mais alguém pra integrar uma possível continuação deste Top 5?

Crítica – “Predadores” de Nimrod Antal

20 jul

A franquia “Predador” já rendeu algumas continuações, em alguns casos,  desastrosas;  o caso de “Alien versus Predador” 1 e 2. O filme que estreia no próximo 23, continuação da franquia,  é “Predadores”. Produzido por Robert Rodriguez, tem em seu casting ótimos atores; mas alguns inusitados, como Alice Braga e Adrien Brody – que formam um casal um tanto peculiar -.

O longa começa com Adrien e elenco caindo de pára-quedas numa floresta desconhecida. Eles não se lembram como chegaram ali, desconfiando um do outro. São mercenários, combatentes de guerra, assassinos e um médico. Até que descobrem que são a caça dos Predadores, que são na uma espécie mais evoluída do tal “Predador” da franquia (predadores do Predador). E eles são predadores da vida real, o que acaba fazendo parte da discussão do filme: sendo caçado, o homem deixa de lado o ser ‘humano’ e traz à tona o espírito da necessidade de sobrevivência, dando lugar ao ser ‘predador’.
Em tom irônico e sarcástico, a plateia descobre junto com as personagens os fatos – um mecanismo do roteirista, que suscita o interesse do público.-. O filme alimenta bem esta atmosfera de ação  e science fiction. Ao assistir “Predadores”  é logo identificada a estética de Rodriguez.

Alice Braga mostra mais uma vez que, diferentemente de sua tia Sonia, tem talento e alça mais este voo no cinema americano; ao lado do ator  Danny Trejo, figura icônica em filmes de ação e do próprio Rodriguez. Ao escalarem atores dramáticos, o diretor e produtor, causam estranhamento do público e um ponto de interrogação na mente: será que ele está satirizando ou isto é realmente sério? Eu não assisti os filmes anteriores da franquia, mas esse pode se tornar o melhor dentre os anteriores.

O filme estreia dia 23 de julho, sexta-feira.

FILME PRA VER ANTES DE MORRER: Alpha Dog de Nick Cassavetes

20 jul

Baseado na história verídica do sequestro e assassinato de um jovem, “Alpha Dog” estreou nos cinemas em 2007 e até hoje é um dos filmes que consegue me prender e instigar.

O filme inicia com vídeos de crianças ao som de “somewhere over the rainbow”, essas imagens são dos  próprios atores. Logo após a abertura, temos a discussão que fundamenta o filme: a educação. Que tipo de educação o pai dá para um filho, e o que ele faz com isso. Como evitar o filho consumir drogas ou se envolver com tráfico, assassinatos, roubos ou até mesmo não torná-lo alvo. E é isso mesmo. A educação que os pais dão para os filhos é suficiente para torná-lo uma pessoa honesta, boa etc. ?

Nick Cassavetes, filho de Gena Rowlands e John Cassavetes, mostra neste filme que herdou o talento do pai. O filme se apropria de diferentes narrativas, mas todas muito bem colocadas , para contar a história. Tudo começa com brigas de jovens, que resulta no sequestro de um outro.

Me lembro da época de lançamento, em que a publicidade usava frases como “um sequestro que teve muitas testemunhas”, coisas desse tipo. E na própria narrativa Nick utiliza a tal contagem das testemunhas, nenhuma delas fez nada para evitar o acontecimento.

E ainda tem, em tom documental, relatos dos envolvidos. O pai de Truelove (o sequestrador), interpretado belamente por Bruce Willis; os amigos de Truelove, a namorada do irmão do adolescente sequestrado e da mãe do próprio. Essa última merece muita atenção, é interpretada por Sharon Stone, que tem a tarefa de dar vida à uma mãe superprotetora e com um monólogo breath taking no final do longa.

O elenco jovem não é ofuscado pelos veteranos: Emile Hirsh , Justin Timberlake – mostra que não é apenas um rostinho ‘bunito’ -, Amanda Seyfried entre muitos outros.

Alpha Dog é um dos melhores filmes de Nick, não assisti seu último. Você pode encontrá-lo nas locadoras, nos camelôs e no Telecine Action (ele entrou erroneamente neste canal, deveria estar no Telecine Cult ou Telecine Premium).

Crítica – “O Bem Amado” de Guel Arraes

15 jul


“O Bem Amado” é uma das estreias nacionais mais esperadas. E faz jus à fama. Depois do sucesso na televisão e no teatro, aporta agora nos cinemas. É produção da poderosa Paula Lavigne, direção do  fantástico Guel Arraes – quem também assina parte do roteiro junto com Claudio Paiva – , com música de Caetano Veloso e com Marco Nanini, Tonico Pereira, Zezé Polessa, Andrea Beltrão, Drica Moraes, Bruno Garcia, Caio Blat e Edmilson Borges no elenco.

A sinopse é muito atual. Escrito na década de 60, a peça no original configurava bem o painel político e ainda configura. A história ddo prefeito corrupto  Odorico que desvia dinheiro público para a construção de um monumental cemitério na fictícia Sucupira, que até então não o tinha. Como todo político tem a oposição, aqui ela é representada por ninguém menos que Tonico Pereira no papel de Vladmir, sendo  também redator do jornal Trombeta.  Depois de um ano de construído o cemitério não é inaugurado, porque não há mortos na cidade. O que causa frustração no prefeito  e alegria na oposição, que usa como argumento sua campanha.

Sem estender demais na sinopse já  conhecida por muitos, este filme tem a cara do cinema nacional e da presente situação do Brasil em época eleitoral. O texto de Dias Gomes foi muito bem adaptado por Guel Arraes e Claudio Paiva; fazendo uso de expressões como “know-how cangacista”, ou “despido streap teasicamente”, ou até mesmo “sujeito bifacial”; coisas que só Odorico poderia falar. Causando na plateia gargalhadas e reflexões. O filme é mais que entretenimento, é denúncia. Mostra também um ciclo de maus governantes (sai o sujo e entra o mal lavado).

Fica claro que o elenco foi escolhido à ‘dedo’. Não  vejo “O Bem Amado” sendo feito por outros que não eles. Todos afinadíssimos. Com exceção de Maria Flor, que como sempre está apagadíssima, sendo desnessária sua aparição. Aliás, o casal de enamorados formado por ela e Caio Blat totalmente dispensáveis. As narrativas de Blat, porém se tornaram muito bem construídas, mostrando a configuração da situação política. Edmilson Borges brilha como o coveiro que quando bêbado toma partido da oposição e quando sóbrio é o mais fiel empregado do prefeito, uma pequena alusão ao personagem brechtiano Sr. Puntilla, de peça homônima.

A narrativa adotada por Guel transforma o filme num grande espetáculo cinematográfico. Se utilizando de diferentes recursos narrativos para contar a história divertidamente. Uma delas a fotonovela, que garante muitas risadas.

A trilha, figurino, montagem e direção de arte são impecáveis, embasbacando o mais crítico dos críticos. O filme tecnicamente é perfeito. Em tempos de eleição, “O Bem Amado” deve ser decretado como obrigatório para todo o eleitor. Uma das principais estreias nacionais do ano, se não for a principal.

O filme estreia dia 23 de julho, sexta-feira.

5 filmes almodovarianos

12 jul

Viva Espanha! Campeã da Copa do Mundo 2010! Eu confesso que estava na torcida dos bunitões alemães, mas como eles ficaram de fora, torci pra Espanha de Almodóvar, Antonio Banderas, Penélope Cruz, Marisa Paredes, Rossy de Palma e Javier Bardem; que é campeã !!! Já que é fiesta na terra dos cabrónes, segue um Top 5 com filmes de Pedro Almodóvar, o primeiro diretor espanhol a ser indicado ao Oscar de melhor diretor . Devo adiantar que é um dos Tops mais difíceis que já fiz, sou fã doente do cineasta.

1. “Tudo sobre minha mãe”


Sinopse: Uma mãe solteira em Madri, Manuela, vê seu único filho morrer no seu 17° aniversário quando corre para pegar um autógrafo de uma atriz. Ela vai a Barcelona à procura do pai de seu filho, um travesti chamado Lola, que não sabe que tem um filho. Primeiro ela encontra sua amiga, Agrado, também travesti; através dela ela conhece Rosa, uma jovem freira que está de partida para El Salvador. Quase que por acaso, torna-se assistente de Huma Rojo, a atriz que seu filho admirava.

  • Pero que sí: o filme ganhou o Oscar de Filme estrangeiro, tem um elenco estrelar.
  • Los cabrónes : Penélope Cruz, Cecilia Roth e Marisa Paredes.
  • Año: 1999.

2. “Mulheres à beira de um ataque de nervos”


Sinopse: Uma atriz de televisão em crise afetiva, vê a casa invadida pela esposa, pelo filho, pela namorada do filho do seu amante e por uma amiga que está envolvida com um terrorista.

  • Pero que sí: O filme é a consagração da estética colorida e exagerada de Almodóvar.
  • Los cabrónes: Antonio Banderas, Carmen Maura, Rossy de Palma e Chus Lampreave.
  • Año: 1988.

3. “Má educação”


Sinopse: Dois meninos, Ignacio e Enrique, conhecem o amor, o cinema e o medo num colégio religioso no início dos anos 60. O padre Manolo, diretor do colégio e seu professor de literatura, é testemunha e parte dos descobrimentos. Os três personagens voltam a se encontrar outras vezes mais, ao final dos anos 70 e 80. O reencontro marcará a vida e a morte de algum deles.

  • Pero que sí: com clima noir , o drama critica a Igreja e a educação. Diz-se autobiográfico, mas não foi confirmado pelo diretor. Um dos meus favoritos. Atenção na primeira aparição de Zahara.
  • Los cabrónes: Gael Garcia Bernal e Javier Camara.
  • Año: 2004.

4. “Maus hábitos”


Sinopse: Yolanda Bell, uma jovem cantora de bolero, leva uma vida cheia de drogas, exageros e ambiguidades, até que assiste seu namorado morrer de overdose de heroína misturada comestricnina. Apavorada ela decide desaparecer. Busca refúgio no convento das “redentoras humilhadas” cuja madre Superiora manifesta sua admiração por Yolanda numa noite em que vai assistir ao seu show no “Molino Rojo”. Por muitos anos as “redentoras humilhadas” têm tentado salvar jovem moças que levam vida de perdição. Ultimamente porém, a comunidade atravessa uma crise: poucas garotas desejam ser salvas. Desta maneira, Yolanda é muito bem recebida, especialmente pela madre superiora – um cruzamento de São João Bosco e Jean Genet – cuja fascinação pelo mal a torna cúmplice de todas as garotas que passam pelo convento.

  • Pero que sí: ver Marisa Paredes doidona com ácido, não tem preço.
  • Los cabrónes: Carmen Maura, Chus Lampreave e Marisa Paredes.
  • Año: 1983.

5. “Kika”


Sinopse: Kika é uma maquiadora contratada por Nichoilas, um escritor norte-americano radicado em Madri, para maquiar o corpo de seu enteado Ramón e deixá-lo apresentável no velório. Porém, Ramón não está morto, ele sofre de catalepsia, e acaba despertando durante a maquiagem. Como resultado, Ramón e Kika começam um relacionamento. Tudo vai bem para o jovem casal até que Nicholas retorna de uma longa viagem. Primeiro Kika se envolve com o escritor, e depois Andréa Caradortada, uma bizarra apresentadora de um programa sensacionalista de TV, suspeita que Nicholas é um serial killer e passa a espionar a vida de todos em busca de um um furo jornalísitco. O resultado de tudo isso é muita diversão com o toque dramático, polêmico e surreal no melhor estilo Almodóvar.

  • Pero que sí: tem a melhor cena de estupro no cinema, Almodóvar transformou o ato em comédia.
  • Los cabrónes: Rossy de Palma, Verónica Forqué e Victoria Abril.
  • Año: 1993.

#EXTRA

“Abraços Partidos”


Sinopse: Há 14 anos, o cineasta Mateo Blanco sofreu um trágico acidente de carro, no qual perdeu simultaneamente a visão e sua grande paixão, Lena. Sofrendo aparentemente de perda de memória, abandonou sua posição de cineasta e preservou apenas seu lado de escritor, cujo pseudônimo é Harry Caine. Um dia Diego, filho de sua antiga e fiel diretora de produção, sofre um acidente, e Harry vai em seu socorro. Quando o jovem indaga Harry sobre seus dias de cineasta, o amargurado homem revela se lembrar de detalhes marcantes de sua vida e do acidente.

  • Pero que sí: é o mais recente e uma homenagem ao cinema com várias referências de Monroe ao próprio Almodóvar.
  • Los Cabrones: Blanca Portillo, Penélope Cruz e Rossy de Palma.
  • Año: 2009.

5 diretores e suas musas

11 jul

É comum assistir algumas filmografias de alguns diretores e perceber que eles têm seus atores preferidos. Em geral, são mulheres que são ditas suas musas. Nada contra, muito pelo contrário, sou à favor delas. Fiz esse Top 5 depois de um Cassavetes estrelado por sua musa Gena Rowlands. Segue  alguns importantes diretores e suas musas inspiradoras:

1. Woody Allen e Diane Keaton


Woody é um  diretor que mantém muitas musas e escreve diretamente a elas, uma delas foi Diane Keaton, que também foi parceira amorosa de Woody.  Ele escreveu “Annie Hall” especificamente para Diane. Para quem não sabe, Hall é o verdadeiro sobrenome de Diane, e Annie um apelido carinhoso.  A relação acabou, mas resultou em 8 ótimos filmes com o casal.

Os filmes:

  • “Sonhos de um sedutor”;
  • “Dorminhoco”;
  • “A última noite de Boris Grushencko”;
  • “Annie Hall” (me recuso a escrever o título em português);
  • “Interiores”;
  • “Manhattan”;
  • “A era do rádio”;
  • “Misterioso assassinato em Manhattan”.

Outras musas:

2.  Pedro Almodóvar e Carmen Maura


Almodóvar é outro grande diretor que cultua suas musas. Diferentemente de Woody, Almodóvar não tem relações amorosas com elas, pois é assumidamente gay. Ele, de fato, tem uma admiração por suas atrizes. Com Carmen Maura, uma das principais e mais importantes atrizes espanholas, o diretor totaliza 7 ótimos filmes estrelados por ela.

Os filmes:

  • “Pepi e Luci e outras chicas de montón”, primeiro filme de Almodóvar;
  • “Que fiz eu para merecer isto?;
  • “Maus hábitos”;
  • “Matador”;
  • “A lei do desejo”, Carmen como travesti #ótima;
  • “Mulheres à beira de um ataque de nervos”;
  • “Volver”.

Outras musas:

  • Marisa Paredes, é um pecado falar em Almodóvar e não citar Paredes;
  • Rossy de Palma, é a cara dos filmes almodovarianos;
  • Chus Lampreave, ela é ótima;
  • Victoria Abril, por muito tempo foi uma de suas musas, mas brigou com o diretor e não configura mais em seus filmes;
  • Penélope Cruz, essa é a mais nova musa de Almodovar, ele escreveu 2 filmes para ela ( “Volver” e “Abraços Partidos”).

3. Ingmar Bergman e Liv Ullman


Bergman foi um  diretor que influenciou muitos outros e serve como referência do cinema. Liv se tornou sua musa e parceira amorosa pós-“Persona”, e ainda teve uma filha com ele. Ao todo são 10 filmes do casal.

Os filmes:

  • “Saraband”;
  • “Sonata de Outono”;
  • “O Ovo da Serpente”;
  • “Face a Face”;
  • “Cenas de um Casamento”;
  • “Gritos e Sussurros”;
  • “A Paixão de Anna”;
  • “Vergonha”;
  • “A hora do lobo”;
  • “Persona”.

Outras musas:

4. John Cassavetes e Gena Rowlands


Cassavetes foi o pai do cinema independente. Em seus filmes amigos trabalhavam, inclusive sua esposa, a magnífica Gena Rowlands. Ao todo são 7 filmes e 1 filho. Gena pediu a Cassavetes para atuar em seus filmes e ainda recebeu indicações ao Oscar por eles.

Os filmes:

  • “Minha esperança é você”;
  • “Faces”;
  • “Assim falou o amor”;
  • “Uma mulher sob influência”;
  • “Noite de estréia”;
  • “Glória”;
  • “Amantes”.

Outras musas:

  • Não tem.

5. Quentin Tarantino e Uma Thurman


Tarantino é um diretor que tem o poder de ressuscitar atores e torná-los pop. O fez com muitos de seu casting. Além disso, também trabalha com os mesmos atores em seus filmes. Uma Thurman é sua musa convicta, juntos escreveram a personagem “A Noiva” de “Kill Bill”, filme estrelado por ela e feito em 2 volumes. Apesar dos pesares, não tem um caso amoroso.

Os filmes:

  • “Pulp Fiction”, cultuadíssimo no mundo pop;
  • “Kill Bill vol 1″;
  • “Kill Bill vol 2″.

Outras musas:

  • Pam Grier, estrela dos anos 70, ele a ressuscitou com “Jackie Brown”, personagem destinado à ela/
  • Bridget Fonda, outra atriz que teve uma personagem escrita pra ela em “Jackie Brown”.

EXTRA:

#Tim Burton e Helena Boham Carter

Tim tem seu estilo único e poucos atores se encaixam nele. Mas Helena se encaixou direitinho. Se conheceram nos sets de “Planeta dos Macacos” e de lá pra cá, além de terem se tornado um casal com 2 filhos, realizaram 6 filmes juntos.

Os filmes:

  • “Planeta dos Macacos”;
  • “Peixe Grande”;
  • “A fantástica fábrica de chocolate”;
  • “A noiva cadáver”, uma das melhores animações;
  • “Sweeney Todd”, um musical creepy;
  • “Alice no país das maravilhas”, Helena confirma seu talento!

Outras musas:

  • Winona Ryder, antes de virar criminosa, era uma das estrelas de Tim. Estrelou 2 de seus filmes e ainda namorou um de seus atores preferidos Johnny Depp.

Essas foram as musas. E aí, esqueci alguma?

5 músicas em comerciais

8 jul

Essa lista eu fiz uns anos atrás em outra ocasião, me deu vontade de publicá-la, como não encontrei alguns dos comerciais da época, editei a querida lista. Então aí vai, 5 músicas que fizeram os comerciais parecerem cool.

1. “Ray of light” de Madonna

Quando o Windows lançou sua nova versão em 2001, eles contaram com esta música de Madonna em seu comercial.  É claro que a associação da música com o Windows XP o vendeu muito melhor.

Trecho marketeiro: “quicker than a ray of light”.

2. “Generation”  de Michael Jackson

A Pepsi tem uma ótima estratégia de marketing, sempre contrata em suas publicidades artistas em alta. Já passaram por eles Shakira, Beyoné, Spice Girls, Britney Spears e nesse caso o Michael Jackson. Michael reinventou “Billie Jean” e os passos de “Beat It’ na música “Generation”.Na ocasião, Michael sofreu acidente nas gravações; mas podemos ver que mesmo assim ele continua sendo bárbaro.

Trecho Marketeiro: “you’re the Pepsi generation”.

3. “A little less conversation” do Elvis

A Nike é outra marca que investe ‘bunito’ no seu marketing. Mas no seu caso, atletas mundiais sempre fazem o que melhor sabem em seus comerciais: jogam muiito! Esse é um bom exemplo. Contando com atletas como Figo, Ronaldo, Ronaldinho, Denilson e o mala do Roberto Carlos. E com Elvis de trilha.

Trecho Marketeiro: “A little less conversation, a little more action please”.

4. “Kind of magic” do Queen

A Claro é outra empresa muito inteligente. Ela associa a música à seus planos. Nessa brincadeira já foram usadas as músicas “That’s the way” performada pelo Spin Doctors e “Should I stay or should I go” do The Clash.

Trecho Marketeiro: “It’s a kind of magic”.

5. “Freedom” de George Michael

Esse comercial é um dos meus favoritos. D&G contratou modelos-chave na campanha, como as noventistas Naomi Campbel e Claudia Schiffer, que são ícones de um geração. E na ocasião escolheram a música de George que, por acaso, têm modelos em seu videoclipe.

Trecho Marketeiro: “Sometimes the clothes do not make the man”.

Eu faria esta lista com uns 20 comerciais… mas no youtube não os têm… Ficaram de fora: “I’m free” , “Fly away”, “That’s the way”, “We are young”, “Born to be wild”… se alguém souber seus paradeiros, me avise.

Crítica – “Saga Crepúsculo”

7 jul

Quando começou o burburinho acerca da saga “Crepúsculo”, ainda na época dos livros eu não dei atenção,  achava cafona romance entre adolescentes  vampiros. Aí, os tais livros se transformaram numa das grandes franquias cinematográficas. “Crepúsculo” estreou no cinema com muito alarde.

Uma semana antes da estreia de “Lua Nova”, a rede Telecine exibiu a primeira parte da saga, que, para uma pessoa tediada num sábado à noite,  parece interessante.  Não foi nem um pouco. Porém, assistir me motivou a ir ao cinema ver  ”Lua Nova”. Mesmo sabendo que era ruim, eu fui.

Agora é a vez de “Eclipse”, devo admitir que não me decepcionei, até porque eu já sabia que era chato.  Esse capítulo se resume à uma vampira estar atrás de Bella, e, com isso vampiros e lobos se unem pra poder protegê-la. E mais uma vez Bella se vê dividida entre o amor do  vampiro virgem e do lobo depilado.

O roteiro é piegas, os diálogos são capengas e as atuações são over ou blasé demais. Como diria o crítico Rubens Lima Jr. da revista Programa do Jornal do Brasil: “Kristen tem a expressividade de uma porta”. Ele está certo.  Citando outro crítico (dessa vez cibernético) @felipeneto, é um filme para “jovens que leem Capricho, escutam os coloridos e berram cada vez que Taylor aparece na fita sem blusa”. E me vem a pergunta: Qual a necessidade de um lobo adolescente másculo estar em 99% das suas aparições sem blusa? É só pra arrancar os gritinhos da plateia? Enfim.

Então,  me recordo dos filmes adolescentes  que eu assistia e assisto, estes  são –  sem sombra de dúvida –  muito melhores dos que os jovens atualmente veem. O que me parece é que os filmes teen nowadays são feitos para adolescentes com problemas encefalopatas.

Enfim, esse  filme vai entrar no meu “Top 5 – filmes para não ver”.  Se queres ver um romance nas férias alugue “As pontes de Madison” ou “Encontros e desencontros”. Mas se prefere uma história vampiresca alugue “Entrevista com o Vampiro” (com Tom Cruise, Brad Pitt, Antonio Banderas e Christian Slater); este último sim, tem vampiros e colírios de verdade.

5 filmes de Cameron Crowe

4 jul

Cameron é um dos meus favoritos no cinema americano. Como hoje é dia da Independência deles, segue uma lista com 5 filmes indispensáveis desse cineasta norte americano.

1. “Digam o que quiserem”


Sinopse: O sonho de Lloyd Dobler , de 19 anos, é ser pugilista. Apaixnoado por Diane Court, a convida pra sair o que causa certo estranhamento do pai de Diane e seus amigos.

Porque ver: ótima comédia romântica adolescente, foge dos clichês hollywoodianos.

Atenção: na cena em que Cusack janta pela 1ª vez com o pai de Diane, seu monólogo é maravilhoso.

Elenco: Joan e John Cusack.

Ano: 1989.

2. “Singles – Vida de Solteiro”

Sinopse: Centra ao redor das vidas de um grupo de jovens, a maioria com seus 20 anos, vivendo em um bloco de apartamentos, e é dividido em capítulos. Os eventos do filme foram situados tendo como cortina de fundo Seattle e o movimento grunge na cidade durante o começo dos anos 90.

Porque ver: o filme tem participações especialíssimas de Tim Burton, Pearl Jam, Eric Stoltz, Chris Cornell e o próprio Crowe; além de imagens de shows de bandas como Alice In Chains e Soundgarden.

Atenção: trilha sonora essencial pros rockers de plantão; incluindo “Spoonman” de Soundgarden, feita pra trilha sonora do filme.

Elenco: Bridget Fonda, Matt Dillon, Kyra Sedgwick, Bill Pullman e Campbel Scott.

Ano: 1992 ( no auge do grunge)

3. “Jerry Maguire – A grande virada”

Sinopse: História de Jerry Maguire, um empresário que cai em desgraça, e que acaba por manter apenas um cliente, um famoso e problemático jogador de futebol. O filme também mostra como o esporte foi se transformando em “apenas” uma forma de ascensão monetária e social.

Porque ver: considerado por um crítico americano como um dos melhores filmes da década de 90. Conta com o maravilhoso Cuba Gooding Jr., no papel que lhe deu um Oscar de melhor ator coadjuvante. O filme ainda teve mais 4 indicações no Oscar e ganhou um Globo de Ouro de Melhor ator Comédia/Musical para Tom Cruise.

Atenção: na frase “Show me the money”.

Elenco: Reneé Zellweger, Cuba Gooding Jr. e Tom Cruise.

Ano: 1996.

4. “Quase famosos”

Sinopse: Autobiografia de Crowe, retrata o cenário rock dos anos 70. Um rapaz de 15 anos consegue trabalho na revista Rolling Stone, e deve acompanhar a banda Stillwater em sua primeira excursão pelos Estados Unidos.

Porque ver: deu mais visibilidade à jovem Kate Hudson, com sua primeira indicação ao Oscar – tendo apenas 21 aninhos- e ainda ganhou Oscar de melhor roteiro original.

Atenção: em Phillip Seymor Hoffman e Frances McDormand, maravilhosos! E também na trilha sonora.

Elenco: Billy Crudup, Frances McDormand, Zoey Deschanel, Kate Hudson, Jason Lee, Phillip Seymor Hoffman e Anna Paquin.

Ano: 2000.

5. “Vanilla Sky”

Sinopse: Jovem, bonito e rico, o poderoso editor David Aames pode ter tudo que seu coração deseja. Mesmo assim, sua vida encantada parece incompleta. Uma noite, ele conhece a mulher de seus sonhos e acredita que achou a peça que faltava. Porém, um fatal encontro com uma amante ciumenta põe o mundo de David fora de controle, deixando sequelas que acompanham toda trama do filme.

Porque ver: remake do thriller espanhol “Preso na escuridão”, Crowe  não americanizou demais o filme, tornando-o mais intrigante.

Atenção: cena inicial. Crowe conseguiu o mais difícil : fechar a Time Square.

Elenco: Tom Cruise, Tilda Swinton, Kurt Russel, Cameron Diaz, Penélope Cruz e Jason Lee.

Ano: 2001.

Bom 4 de julho ‘procês’!

5 f*ck songs

3 jul

Uns amigos me pediram esta lista,logo, atendi aos seus pedidos. Não sei se a galera vai curtir, but… Fugi de Marvin Gaye, Erykah Badu, Sade e cia., e tentei ao máximo não parecer clichê nem piegas… não sei se tive sucesso na tentativa. Espero que curtam e me digam o que acham do TOP 5 f*ck music.

1.Portishead – Glory Box

#fueda

Trecho animador: “Estou tão cansada de brincar, brincar com esse arco e flecha.”

2. Kylie Minogue – Slow

Kylie sempre mui sexual.

Trecho animador : “Entre no ritmo e se mova com meu corpo. Yeah, devagar.”

3. The Cure – Lullaby

vídeo meio creepy, mas a  música é fueda.

Trecho animador: “‘Fique quieto, fique calmo agora, meu garoto precioso, não lute assim ou irei te amar mais.’(…)O Homem-Aranha vai ter você como jantar esta noite. E sinto como se fosse comido por cem milhões de calafrios, há buracos peludos e eu sei que pela manhã, quando eu acordar com um calafrio gelado e o Homem-Aranha está sempre com fome.”

4. Neneh Cherry e Youssou N’Dour – 7 seconds

Eu adoro esta, pode estar fora do contexto mas ela também tem uma bela sonoridade pros ouvidos.

Esta não tem um trecho animador… mas não deixa de ser bela a letra.

5. Foo Fighters – Walking After You

Um pouco de rock, né.

Trecho animador:  ”Oh oh ohh, eu estou atrás de você”

*FAIXA BÔNUS

Madonna – Justify My love

Madonna, sempre Madonna. Ela sempre estará presente em listas como essa. Não entrei com “erotica”; mas sim, com uma música censurada em muitos países.

Trecho animador: “Pobre é o homem cujo prazer depende da permissão de outros. (…) Estou aberta e pronta para justificar meu amor.”

Na realidade a música inteira é bem ‘animadora’.

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É isso pessoal…

fiquem à vontade.

5 filmes ‘xicanos’

2 jul

Em homenagem ao país sede dos Jogos Panamericanos de 2011, preparei uma lista com alguns filmes mexicanos ótimos. Não incluí os da fase ‘xicana’ de Buñel, ele merece uma lista só dele.

1.“Amores Brutos” de Alejandro Gonzalez Iñarritu

Sinopse: O filme entrelaça, em um acidente de carro, várias histórias pessoais: Octavio, o dono do cão de rinha (Gael García Bernal) que sonha em fugir com a cunhada; o homem que abandona a esposa para viver com a modelo; um mendigo, que busca voltar à família.

Pero que sí: é a primeira parte da trilogia de Alejandro e para mim é a melhor parte. Com Gael Garcia Bernal no elenco que brilha neste drama. Depois que vir este, recomendo as partes sucessoras “21 gramas” e “Babel”. Repito: Amores perros é o melhor dos 3.

2. “Labirinto de Fauno” de Guillermo Del Toro

Sinopse: O filme tem como cenário a Guerra Civil Espanhola e narra a história de uma menina, Ofélia, que parte com a mãe para um acampamento militar onde seu novo marido, um sanguinário capitão franquista, combate rebeldes anarquistas e republicanos escondidos na floresta. Nesse cenário violento, Ofélia encontra um labirinto onde vive um fauno. O Fauno, após examiná-la, afirma ser ela a princesa desaparecida do reino subterrâneo do qual o labirinto é apenas o portal. Para conseguir obter a volta para seu mundo, Ofélia é, então, obrigada a executar três tarefas dadas pelo Fauno, em um filme que mistura fantasia com realidade.

Pero que sí: ganhador do Oscar de Melhor maquiagem. Com uma atmosfera fantasiosa dark e um roteiro bem cruel, esse é um dos filmes que não se pode deixar de ver.

3. “E sua mãe também” de Alfonso Cuarón


Sinopse: O enredo foca em dois jovens amigos: Julio (Gael García Bernal), de uma família de classe média, e Tenoch (Diego Luna), cujo pai é um político da alta hierarquia. Com as respectivas namoradas viajando, os dois ficam entediados. Num casamento, eles conhecem Luisa (Maribel Verdú), a esposa espanhola de Jano, primo de Tenoch, e tentam impressionar a mulher com uma conversa sobre uma praia paradisíaca chamada Boca del Cielo (Boca do Céu) para a qual eles viajarão e querem que ela os acompanhe. Ela inicialmente recusa o convite, mas muda de idéia quando seu marido a liga e confessa tê-la traído.

Pero que sí: é um roadie movie xicano. Com os amigos Diego Luna e Gael Garcia Bernal.

4. “O crime do Padre Amaro” de Carlos Carrera


Sinopse: A história do romance entre Amaro e a jovem Amélia, que surge num ambiente em que o próprio papel da religião é alvo de grandes discussões e a moralidade de cada um é posta à prova.

Pero que sí: adaptação do texto de Eça de Queiroz, também com o belíssimo Gael no elenco.

5. “Caminhando nas nuvens” de Alfonso Arau


Sinopse: Enquanto faz uma viagem de negócios, Paul Sutton (Keanu Reeves) ajuda uma hispano-americana, que na faculdade se apaixonou por um professor que a engravidou, mas não quis se casar com ela. Ela volta para casa totalmente envergonhada e, temerosa da reação do seu pai, mas Paul tem uma idéia: ele se fará passar como o marido dela e partirá após um dia ou dois. Ela concorda e os dois chegam como marido e mulher no vinhedo Las Nubes, que é de propriedade da família dela. Paul e Victoria contornam várias situações e, durante a celebração da colheita, descobrem que estão fortemente apaixonados.

Pero que sí: uma história de amor sem lugares comuns… apaixonante.

Essa é minha lista… ainda tem muitos filmes queridos por aí.

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