Arquivos | abril, 2011

THOR

28 abr

A Marvel transpôs para seus quadrinhos a lenda nórdica de Thor – o deus do Trovão – e agora lança a adaptação dos quadrinhos para o cinema. O longa conta a história da Comic Con narrando a trajetória do SuperHero dos Vingadores. Esta produção faz parte do futuro Os Vingadores (na qual já têm filmes Hulk, Homem Aranha, Wolverine, Homem de Ferro e o ainda não lançado Capitão América).

As duas horas de duração do filme contam o surgimento de Thor, assim como sua chegada e saga no planeta Terra, que ocasiona o amadurecimento do grandalhão. O arrogante e mimado Thor ( Chris Hemsworth) conhece a jovem Jane Foster (Natalie Portman) que lhe mostra que as coisas não funcionam na base de bordoadas.

O australiano e pouco conhecido Chris Hemsworth (Star Trek), não se perde na beleza e na forma máscula do herói, ficando longe de uma interpretação insossa; Natalie Portman (Cisne Negro) como a obstinada e briguenta Jane Foster, imprime suavidade na personagem; e os veteranos Anthony Hopkins (O Ritual) e Stellan Skarsgar (Mamma Mia!) adicionam seus talentos ao longa. Além deles, Thor ainda conta com efeitos 3D que imprimem a magia do mito e contrastam com o núcleo terrestre.

Para leigos, simpatizantes ou apenas fãs de filmes épicos e de ação; Thor cabe no pacote, uma vez que ele é totalmente livre de excessos narrativos e não se esquece de que há “não fãs de Comic Cons”. E ainda anuncia a união de vários super heróis na aguardada produção Os Vingadores, onde todos os personagens da Marvel se encontrarão sob a supervisão de Samuel L Jackson. E não saiam da sala de cinema antes de terminar os créditos: há uma cena no final dos créditos.

Estreia 29 de abril

por Thais Nepomuceno

Pânico 4

15 abr

Drew Barrymore (Amor à Distância) foi cotada para o papel de Sidney Prescott – personagem central da franquia Pânico -, inicialmente aceitou; mas, problemas de cronogramas a fizeram desistir da produção. Drew queria muito participar, o diretor então sugeriu que ela abrisse a trama, morrendo. Usando o argumento de que “podemos esperar qualquer coisa de um filme que mate Drew Barrymore nos minutos iniciais.”, Wes Craven (A Sétima Alma) repaginou o gênero suspense; com um longa onde tudo pode acontecer. Até Drew Barrymore pode morrer. E, isto foi um artifício utilizado nas sequências, tendo ainda Omar Epps (Alfie – O Sedutor), Jada Pinkett Smith (Madagascar) e Sarah Michelle Gellar (O Grito) na lista dos mortos prematuros.

Pânico foi o responsável por resgatar a cultura terror adolescente, com uma linguagem jovem e cinéfila; Wes Craven e Kevin Williamson criaram um novo universo cinematográfico explorando a metalinguagem até a última bitola. Suas tramas e diálogos, têm personagens antenados nos longas de terror de sucesso. Mais ou menos dez anos depois do último; eles retornam, muito mais metalingüísticos e sarcásticos.

Pânico 4 é – definitivamente – o mais fresco da franquia. Craven e Williamson adaptaram para a geração 2000. Sim, de 96 pra cá muita coisa mudou. A fórmula é a mesma; mas os diálogos… Se nos anos 90 eles conseguiam conversar com os jovens , em 2011 eles estão twitando com eles. Esta nova produção explora todos os avanços tecnológicos e da cultura pop dos últimos anos, podendo conquistar novos fãs pra franquia (se você foi fã de Pânico, deve ter seus vinte e tantos anos – beirando os 30). Explorando o facebook, webcams, a franquia Premonição, Bruce Willis e muitos outros. Além disto, o fascínio pelo terror continua, onde prevêem os próximos acontecimentos; como eles já passaram por estes 3x, fazem piadas com as circunstâncias.

Como nos anteriores, STAB (filme dentro do filme, sobre os acontecimentos) se faz presente, mas agora está em sua sétima franquia; é quando é comparado a uma outra franquia interminável: Jogos Mortais. As brincadeiras acontecem em todo momento, trazendo mais frescor e tirando o peso por conta da violência. A relação entre remake e original também é alvo de discussão, sendo pontuado os acontecimentos pertinentes e a trajetória de um serial killer em filmes de terror (seria um alter ego do roteirista, ensinando os jovens cineastas a fazerem filmes?).


Pânico 4 não envelheceu com seus fãs, ele rejuvenesceu ; podendo conquistar muitos outros. A interminável metalinguagem, referências à cultura pop, surpresas no enredo e discussão do comportamento dos jovens e seus modismos deram à franquia mais jovialidade e humor. No final de tudo, Pânico 4 é uma grande brincadeira e homenagem aos filmes do gênero; tendo se adaptado a uma nova era, ele reflete o quanto a atitude dos jovens mudaram nas últimas décadas.

Estreia 15 de abril

por Thais Nepomuceno

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