
Drew Barrymore (Amor à Distância) foi cotada para o papel de Sidney Prescott – personagem central da franquia Pânico -, inicialmente aceitou; mas, problemas de cronogramas a fizeram desistir da produção. Drew queria muito participar, o diretor então sugeriu que ela abrisse a trama, morrendo. Usando o argumento de que “podemos esperar qualquer coisa de um filme que mate Drew Barrymore nos minutos iniciais.”, Wes Craven (A Sétima Alma) repaginou o gênero suspense; com um longa onde tudo pode acontecer. Até Drew Barrymore pode morrer. E, isto foi um artifício utilizado nas sequências, tendo ainda Omar Epps (Alfie – O Sedutor), Jada Pinkett Smith (Madagascar) e Sarah Michelle Gellar (O Grito) na lista dos mortos prematuros.
Pânico foi o responsável por resgatar a cultura terror adolescente, com uma linguagem jovem e cinéfila; Wes Craven e Kevin Williamson criaram um novo universo cinematográfico explorando a metalinguagem até a última bitola. Suas tramas e diálogos, têm personagens antenados nos longas de terror de sucesso. Mais ou menos dez anos depois do último; eles retornam, muito mais metalingüísticos e sarcásticos.

Pânico 4 é – definitivamente – o mais fresco da franquia. Craven e Williamson adaptaram para a geração 2000. Sim, de 96 pra cá muita coisa mudou. A fórmula é a mesma; mas os diálogos… Se nos anos 90 eles conseguiam conversar com os jovens , em 2011 eles estão twitando com eles. Esta nova produção explora todos os avanços tecnológicos e da cultura pop dos últimos anos, podendo conquistar novos fãs pra franquia (se você foi fã de Pânico, deve ter seus vinte e tantos anos – beirando os 30). Explorando o facebook, webcams, a franquia Premonição, Bruce Willis e muitos outros. Além disto, o fascínio pelo terror continua, onde prevêem os próximos acontecimentos; como eles já passaram por estes 3x, fazem piadas com as circunstâncias.
Como nos anteriores, STAB (filme dentro do filme, sobre os acontecimentos) se faz presente, mas agora está em sua sétima franquia; é quando é comparado a uma outra franquia interminável: Jogos Mortais. As brincadeiras acontecem em todo momento, trazendo mais frescor e tirando o peso por conta da violência. A relação entre remake e original também é alvo de discussão, sendo pontuado os acontecimentos pertinentes e a trajetória de um serial killer em filmes de terror (seria um alter ego do roteirista, ensinando os jovens cineastas a fazerem filmes?).

Pânico 4 não envelheceu com seus fãs, ele rejuvenesceu ; podendo conquistar muitos outros. A interminável metalinguagem, referências à cultura pop, surpresas no enredo e discussão do comportamento dos jovens e seus modismos deram à franquia mais jovialidade e humor. No final de tudo, Pânico 4 é uma grande brincadeira e homenagem aos filmes do gênero; tendo se adaptado a uma nova era, ele reflete o quanto a atitude dos jovens mudaram nas últimas décadas.
Estreia 15 de abril
por Thais Nepomuceno
Tags:courtney cox, david arquette, estreia, filmes de terros, pânico, scary movie, scream, wes craven
















Grande filme! Sou fã da trilogia e estava ancioso por esse filme. Violência e humor exagerados… tudo aravilhoso! Piadas inteligentes e diálogos espertos junto com cenas de extremo terror que certamente estão entre as mais violentas da série! Muito bom! Olha no meu blog a crítica q fiz pro filme.
http://filme-do-dia.blogspot.com/