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INVASÃO DO MUNDO: A BATALHA DE LOS ANGELES

17 mar

O tema “invasão de alienígenas no planeta Terra”, rendeu muitos milhões à Hollywood em inúmeras produções; este ano, estreia nos cinemas Invasão do Mundo: A Batalha de Los Angeles. Para começar, ele explora uma nova tecnologia chamada 4K (que permite uma melhor resolução da imagem) e muitos efeitos sonoros, especiais e pirotécnicos para compor a batalha Los Angeles x Alienígenas. E ainda é estrelado por Aaron Eckhart (Batman – O Cavaleiro das Trevas), o rapper Ne-Yo e a valentona- mulher -macho Michelle Rodriguez (Avatar) – ela está sempre presente em longas deste naipe-.

Como todo filme de guerras estelares, este também segue um roteiro básico de acontecimentos pertinentes; mas que se não fosse pela excessiva produção de longas similares, os artifícios para levar o público à empatia e depois comoção ,não funcionam. Tais truques já são velhos. Bebendo na fonte de Spielberg em Guerra dos Mundos, Invasão do Mundo inicia apresentando seus personagens, a fim de criar conexão com a plateia. Neste primeiro momento, os espectadores têm contato com personagens típicos: o marido novinho, com esposa esperando filho; o novato, solteiro e aprendendo sobre o ofício e a vida; o capitão, que é o pai para os soldados mais jovens… e por aí vai.

Sem contar um comandante sem experiência e com dúvidas sobre suas decisões. No circo, ainda tem alienígenas bem equipados e mandando bala nos americanos sem qualquer aviso prévio – a explicação é fornecida aos 45’ do segundo tempo pela internet (que é banda larga e funciona milagrosamente bem, no meio do tiroteio), por uma jornalista que anuncia que os alienígenas querem é a água do planeta Terra. Os terráqueos quase se matam por causa dela, e agora vem aliens pra querer entrar na briga também? Por favor!

E completando os clichês: o patriotismo exacerbado, soldados fazendo uma de kamikazes para salvar crianças, frases de efeito moral e sermões heróicos de motivação tirados de algum livro do Paulo Coelho. Isto tudo funcionaria se: a) Não for o centésimo longa a utilizar esta fórmula ou b) Ser bem realizado, com roteiro bem desenvolvido. A trilha sonora é bem animadora,  a responsável por levar o público à uma possível emoção. As cenas de ação não decolam pelo simples fato de se embasarem em trocas de tiros e explosões. Só há um contato com os alienígenas – uma veterinária oferece ajuda para examinar o ponto fraco de um deles e descobre cavoucando o peitoral do bicho-.

Nenhuma das sequências possuem situações críveis, muito menos diálogos que contribuam para a ação; com muitos erros de continuidade e sem cronologia dos fatos crível (uma cena inicia à noite, eles entram em um esgoto e ao saírem já é quase meio dia, ou quando Michelle Rodriguez acha um computador e em menos de 5 minutos ela : liga o PC, conecta à internet, encontra um vídeo mostrando a invasão em várias partes do mundo e ainda assiste.). Invasão do Mundo: A Batalha de Los Angeles é guerra perdida.

Estreia 18 de março

FICHA TÉCNICA

VOVÓ…ZONA 3 – TAL PAI, TAL FILHO

3 mar

Em 2000, foi lançada a comédia Vovó…Zona, estrelada por Martin Lawrence, Paul Giamatti e Nia Long. Nas desventuras do agente do FBI Malcom, além dele se travestir de mulher , ainda se apaixonou por um alvo. Cinco anos depois, os produtores realizaram a continuação – que foi indicada ao Framboesa de Ouro -. Como a moda é fazer trilogia, a trupe retorna com a terceira parte da franquia que deveria ser a última.

Já foi comprovado que o agente é um especialista no disfarce, mas lhe falta criatividade para criar novos personagens; pois nos últimos longas ele reviveu a Big Momma, com seu jeitão carismático que faz com que todas as crianças e pais lhe amem e a queiram por perto. Ele se apegou tanto à personagem, que nesta continuação não apenas a ressuscita como também inventa a sobrinha neta Charmaine. Na trama, Trent – o menininho do primeiro filme -, enteado de Malcom, é alvo de perigosos bandidos. A fim de escondê-lo e de quebra capturar um pen drive com provas contra os bandidos; o agente resolve trazer Vovó Zona de volta à ação.

E coincidentemente, o local onde está escondido o tal pen drive, é uma escola de arte para meninas muito atentadas (jovens atentados são a especialidade dela). E mais: tem uma vaga para governanta, que é o cargo que mais se encaixa no perfil profissional dela. E para completar tudo, Trent é um aspirante a rapper. Logo, a estadia do rapaz no local lhe trará muitos benefícios artísticos e amorosos. Como na primeira parte da franquia, este também explora muito mal o romance. Trent se apaixona por uma das estudantes, mas ela não sabe que Trent é Charmaine e vice-versa. Isto poderia desenvolver uma série de mal entendidos, tendendo pelo humor, mas diferentemente de outras produções que exploraram o tema, este não teve sucesso. Filmes como Uma Garota muito Especial, Quase Igual aos Outros e o recente Ela é o Cara.

A tentativa de transformar Vovó…Zona em Uma Babá Quase Perfeita, sai pela culatra, quando os espectadores se deparam com o roteiro, que é pobre e se instala no lugar comum onde tudo é fácil e as coisas acontecem como mágica. Assim que chega na escola, Big Momma descobre que as alunas são as verdadeiras diabinhas, quando encontra com uma aluna que lhe promete transformar a vida no inferno. Infelizmente, isto não acontece.

Não há uma apresentação digna das personagens e as tais travessuras não são desenvolvidas, há apenas uma tentativa que falha. A empatia das demais personagens à imagem da vovó é imediata sem haver espaços para conflitos iniciais. As piadas não funcionam, pois são inexistentes e as que se atrevem a existir são insossas. Vovó…Zona 3 merece ter o mesmo destino que seu antecessor: ser um forte candidato ao Framboesa de Ouro. É justificável a ausência de Nia Long e Paul Giamatti.

Estreia 04 de março.

FICHA TÉCNICA

CRÍTICA: O RITUAL

9 fev

O terror tem como característica o elemento suspense, que por sua vez é reconhecido por conter: situações de tensão, temor e eventualmente sustos; e a preocupação com desconhecimento sobre o desenvolvimento do evento; sendo a combinação da incerteza e obscuridade dos acontecimentos futuros. Com estas premissas os espectadores podem concluir que a tensão e a surpresa pelo o que está para acontecer são elementos chaves no gênero. O Ritual como é propriamente dito um filme terror ou um suspense sobrenatural; mas diferentemente da descrição dada ao gênero; ele não atende às suas premissas.

Estrelado por Anthony Hopkins (Hannibal) e Alice Braga (Predadores), o longa mostra um jovem seminarista que tem dúvidas sobre sua fé e está disposto a largar os estudos teológicos. É enviado para um curso de exorcismo (que obviamente não tem muita procura) para pensar melhor sobre sua decisão. Lá conhece o Padre Lucas (Anthony Hopkins)- mestre em exorcismos – e a jornalista Angelina (Alice Braga) – que está fazendo o curso para finalizar uma matéria-. O Ritual intenciona mostrar a realidade e não a fantasia por trás do exorcismo, como o próprio Padre Lucas diz em uma cena em que o jovem se decepciona ao ver o exorcismo finalizar em minutos (Pe. Lucas diz: “esperava o quê? Sopa de ervilha?”).

Durante toda a fita os espectadores vêem o embate entre fé e ceticismo, através do jovem seminarista. Para toda possibilidade de possessão há uma justificativa científica; e com isto há a discussão entre até onde a pessoa está sendo possuída ou se trata de um quadro de esquizofrenia; e argumenta sobre o papel da fé nos tempos atuais. Apesar deste embate, a trama não decola. Já pro final, ele é colocado em uma situação onde é a sua fé que o fará ter êxito em um exorcismo. Não havendo grandes surpresas, nem susto.

As poucas cenas de terror não causam tensão nos espectadores. Não há atuações verossímeis e a história se mostra um tanto batida e previsível; tendo em vista as inúmeras produções que se baseiam em eventos de exorcismos. Acredito que seja a hora de virar a página deste subgênero e investir em um novo. O Exorcista continua sendo o máster no gênero.

Estreia 11 de fevereiro

Ficha técnica

FILME PARA NÃO VER: POLARÓIDES URBANAS

30 jan

O longa é a estreia de Miguel Falabella na direção.  Mostra um emaranhado de personagens em diversas situações que divergem entre si e ao mesmo tempo em que se encontram.  Natalia Lage é uma terapeuta que tem uma filha chata e suicida que nunca lhe teve a atenção; Arlete Salles é uma atriz que tem síndrome do pânico; Marilia Pêra vive duas irmãs gêmeas: uma rica que vive viajando e uma com uma vida infeliz ao lado do marido que não usa o carro com medo de ser roubado; Juliana Baroni é uma alpinista social que sai com homens para melhorar seu status.

Pronto. Só isso. E é só isso que acontece. As situações não são engraçadas e as piadas não funcionam. Tirando a personagem de Marilia que viaja o filme inteiro, ligando e enviando presentes pra irmã; esta rende alguns poucos momentos interessantes, mais pela situação e timming da dupla Pêra e Caruso.

É um filme para não ver, pois para os que são fãs do gênero comédia, este não lhes divertirá e também é um longa que representa mal o cinema brasileiro.

Que filme ver: Polaróides Urbanas não representa bem o trabalho de Miguel Falabella. Para comprovar a importância dele e sua veia cômica, indico: A Partilha adaptação de sua peça e dirigido por Daniel Filho, conta a história de 4 irmãs que se reencontram na hora da partilha de bens da mãe; o tema é triste mas o longa é uma comédia. Ótima, by the way. Foi um sucesso no teatro e nos cinemas.

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