
Nesta semana, estreia mais um candidato ao Oscar de Melhor Filme. E como alguns de seus oponentes (A Rede Social e O Discurso do Rei), 127 Horas também é baseado em uma história real. Nela o alpinista Aron (James Franco), ao tentar se intrometer em um interior de uma montanha, prende seu braço em uma pedra, permanecendo 5 dias (ou 127 horas se preferir) no buraco, fincado na pedra, sem comida nem comunicação.
Nos minutos iniciais, os espectadores têm dados que comprovam que Aron é um cara que se distanciou da família e é centrado nos seus afazeres (cenas dele não atendendo o telefonema de seus familiares são constantes). Uma daquelas pessoas que planejam viajar, sozinhos e não avisa ninguém. E ter planejado a aventura e sem avisar ninguém, é o fator que o torna esquecido (pois ninguém sabia que ele foi pra lá). Daí, o roteiro joga uma liçãozinha de moral: “Filhos, quando saírem de casa, avisem pra onde estão indo. Senão poderão acabar como ele.” Neste confinamento preso à uma pedra, é que percebe o quanto foi egoísta; em meio à pesadelos e alucinações, tem uma catarse no meio do deserto.
Mas sempre perseverante, mesmo sem comida, com pouca água e com frio; ele tentou se manter calmo e ponderado. Os closes com pontos de vista de dentro, transpõem a sensação de escassez (como Aron bebendo o último gole de água, a câmera estava posicionada de dentro do cantil, mostrando o interior e a boa dele bebendo o líquido). Os cortes são bruscos e junto com a trilha sonora, podem ser remetidos aos videoclipes da cultura MTV dos anos 90.
Para os poucos familiarizados com o diretor Danny Boyle, ele é o responsável pelos aclamados Transpotting e Quem quer ser um Milionário (o vencedor do Oscar em 2008). A estética do diretor, abusa das cores saturadas, assim o fez em Quem Quer ser um Milionário e repete neste longa. A fotografia abusa das cores, imprimindo na tela o calor e a aridez do Grand Canyon (local onde o alpinista fica preso). Já o cenário, em maior parte do longa é o local onde Aron se encontra.

Os enquadramentos se limitam à pequena fenda onde ele se encontra; sendo explorados diversos ângulos e planos. Alternando também com as filmagens realizadas pelo alpinista em sua câmera. Boyle usou parte de seu experimentalismo nesta produção – em cenas como Aron filmando uma declaração aos familiares, com o visor de sua câmera virado para o ponto de vista do espectador, com o foco de James Franco embaçado , e a sua filmadora amadora ocupando o canto da tela-; pode-se perceber a curiosidade do diretor na exploração da câmera. Não só este momento, muitas outras são realizadas com o foco descentralizado de diversos ângulos, que, dentro de um buraco com uma pedra no meio, ele pôde utilizar.
Outra salva é James Franco, um dos jovens atores em ascensão. Iniciou sua carreira em uma comédia romântica, mas depois da série Homem Aranha, conseguiu participar de produções interessantes como Milk – A Voz da Igualdade e James Dean, pequenas participações em filmes (como Ligeiramente Grávidos e O Amor não Tira Férias) e será o apresentador do Oscar no mesmo ano em que concorre no prêmio de Melhor Ator por seu trabalho. Sua atuação, mostra a sua versatilidade e capacidade em mostrar-se desnudo. Mesmo não tentando com muito esforço, Franco é um daqueles que pode-se esquecer durante a narrativa, que se trata de um belo rosto; pois os espectadores só verão o personagem e não o ator. Mas sua empatia possivelmente não será suficiente para tirar o Oscar de Colin Firth.
Estreia 18 de fevereiro
FICHA TÉCNICA























.jpg)














Qualquer atuação dele vale um prêmio ou indicação em listas. Daniel é do tipo que não faz qualquer filme, ele mesmo diz que prefere ser sapateiro no interior da Itália a aceitar qualquer papel. Ele se resguardou na Itália há uns anos e desde então é difícil vê-lo em qualquer produção. Este ano, ele deu o ar da graça em NINE, musical dirigido por Rob Marshall (Chicago) e deixou bem claro que – mesmo sendo um musical – ele não dançaria, esta função caberia às suas companheiras de cena. E ainda é gato!






Escrever a sinopse foi simples, ao contrário do filme. À começar pelo gênero, é difícil classificá-lo somente um. Eu o classificaria como thriller de ação psicológico. Algumas pessoas classificaram-no como drama, mas ele não sustenta o gênero.


















